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A China sugeriu nesta terça-feira (12/6) que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) considerará a suspensão ou a retirada de sanções contra a Coreia do Norte, se o país cumprir resoluções da instituição e obtiver progressos em negociações diplomáticas.

Horas após a reunião entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Singapura, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, disse que as sanções no Conselho de Segurança contra a Coreia do Norte foram elaboradas para serem ajustadas e poderiam ser suspensas ou retiradas, de acordo com as atitudes do regime de Pyongyang.

O Conselho de Segurança poderia relaxar ou retirar as sanções, caso ocorra o cumprimento das medidas desejadas por parte dos norte-coreanos, disse Geng em Pequim. “As sanções não são um fim”, comentou. “Nós acreditamos que o Conselho de Segurança deveria fazer esforços para apoiar o impulso diplomático neste momento.”

A posição chinesa ecoa declarações do ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, pedindo a retirada das sanções durante visita em maio a Pyongyang, capital norte-coreana. Já para autoridades americanas, as sanções duras garantiram a presença de Kim na mesa de negociações.

Após a reunião com Kim, Trump descartou um alívio imediato nas sanções. Segundo ele, esse recuo poderia ocorrer “quando estivermos seguros de que as armas nucleares não são mais um fator”.