Chefe de órgão eleitoral do Peru renuncia e 2º turno segue incerto
Pleito de 12 de abril ainda não teve contagem encerrada em meio à demora causada por cédulas contestadas. Lideram direitista e esquerdista
atualizado
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O titular do órgão responsável pelas eleições gerais do Peru renunciou ao cargo, nesta terça-feira (21/04), horas antes de depor por irregularidades ocorridas no primeiro turno do pleito realizado há mais de uma semana e cuja contagem ainda não encerrou, deixando em aberto quem disputará o segundo turno à Presidência.
Piero Corvetto, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, da sigla em espanhol), entregou o cargo ao Conselho Nacional de Justiça, e diz que os problemas “técnicos e operacionais” no transporte de cédulas eleitorais na região metropolitana de Lima tornou a sua saída “inadiável”.
A vacância se dá em meio à indefinição sobre as eleições. A demora na contagem foi ocasionada pela revisão de mais de 15 mil células contestadas.
Até a tarde desta terça, 94% dos votos haviam sido contabilizados, dando a dianteira à direitista Keiko Fujimori, com 17% dos votos, seguida pelo esquerdista Roberto Sanchez, que tem 12%. Em terceiro está o ultraconservador Rafael Aliaga, que tem menos de 30 mil votos.
Corvetto é esperado no Ministério Público para prestar esclarecimentos. Na carta de renúncia, o cientista político disse que cumpriu a função “com integridade” e que questionamentos sobre a organização das eleições deverão ser esclarecidas por investigações.
“Podem ser procuradas respostas nas competências internas da organização e sobre o que me couber, responderei; restam muitas dúvidas que deverão ser esclarecidas por uma investigação imparcial e exaustiva e que não tem explicação na cadeia logística da organização, muitas vezes testada”, disse.
