Chanceler italiano não viajará aos EUA após fala de Trump sobre Meloni
O anúncio do cancelamento da viagem foi uma resposta à declaração de Trump sobre a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, anunciou nesta sexta-feira (19/6) o cancelamento de uma viagem oficial aos Estados Unidos em resposta a declarações atribuídas ao presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.
Tajani classificou as supostas falas de Trump como “graves e ofensivas” e afirmou que elas atingem não apenas Meloni, mas toda a Itália. O chanceler tinha reuniões programadas para 21 e 22 de junho com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
“As graves e ofensivas palavras do presidente Trump em relação à presidente do Conselho Giorgia Meloni ofendem toda a Itália. Por este motivo, decidi cancelar a minha visita aos Estados Unidos prevista para os próximos dias 21 e 22 de junho”, declarou Tajani.
A controvérsia teve início após uma entrevista concedida por Trump à emissora italiana La7 TV.
Segundo a tradução divulgada pelo canal, o presidente norte-americano afirmou que Meloni teria “implorado” para tirar uma foto com ele durante a recente cúpula do G7, realizada na França, e que ele aceitou o pedido porque sentiu pena dela.
As declarações provocaram forte reação do governo italiano. Em vídeo publicado na rede social X na manhã desta sexta-feira, Meloni negou categoricamente a versão apresentada por Trump e classificou as alegações como falsas.
“As declarações de Donald Trump são completamente inventadas. Francamente, estou chocada. Não sei por que o presidente dos Estados Unidos se comporta dessa maneira com seus próprios aliados, e não é a primeira vez que isso acontece”, afirmou a premiê.
O episódio representa um novo capítulo no desgaste das relações entre Trump e Meloni, que já foram considerados aliados próximos no cenário internacional.
A crise também expõe mais uma tensão entre Washington e parceiros europeus, em um momento em que havia sinais de reaproximação após os encontros realizados durante a cúpula do G7 nesta semana.


