Chanceler do Irã se reúne com Putin em meio à guerra com os EUA

Presidente russo recebeu uma mensagem do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e afirmou que a Rússia fará o possível para o fim da guerra

atualizado

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Encontro do chanceler do Irã Abbas Araghchi, e do presidente russo Vladimir Putin
1 de 1 Encontro do chanceler do Irã Abbas Araghchi, e do presidente russo Vladimir Putin - Foto: Reprodução/Press TV

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, encontrou-se com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta segunda-feira (27/4) em São Petesburgo, em meio a um cessar-fogo na guerra do país persa contra Estados Unidos e Israel.

 

Segundo a agência estatal russa Ria Novosti, Putin recebeu uma mensagem do líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, e desejou bem-estar ao líder islâmico e ao povo iraniano.

“Esperamos sinceramente que, inspirados por essa coragem e desejo de independência, o povo iraniano, sob a liderança de um novo líder, consiga superar esse difícil período de provações — e que a paz chegue”, afirmou Putin.

Putin, segundo a agência, enfatizou que a Rússia fará tudo ao seu alcance para alcançar a paz no Oriente Médio, que sofre com a guerra desde 28 de fevereiro.

“Da nossa parte, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para atender aos seus interesses e aos interesses de todos os povos da região, a fim de garantir que essa paz seja alcançada o mais rapidamente possível”, disse Putin.

A delegação russa foi representada na reunião pelo chanceler Sergey Lavrov, pelo conselheiro Presidencial, Yuri Ushakov e pelo chefe da Diretoria Principal de Inteligência do Estado-Maior das Forças Armadas, Igor Kostyukov.

Por parte do Irã, além de Araghchi, a delegação incluiu o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharib-Abadi, e o embaixador em Moscou, Kazem Jalali.

Irã tenta destravar diplomacia com EUA

O Irã, em meio a um frágil cessar-fogo com os EUA, anunciado pelo presidente Donald Trump, tenta uma nova estratégia para destravar uma solução diplomática para o conflito.

O acordo, segundo o portal americano Axios, visa adiar as discussões sobre o programa nuclear iraniano, e prevê a reabertura do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

Imagem colorida, estreito de ormuz
Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Uma das principais exigências dos Estados Unidos para aceitar um acordo com o Irã é que o país persa abandone o enriquecimento de urânio, etapa fundamental para produção de armas nucleares.

O Irã nunca admitiu a pretensão de ter armamento nuclear e afirma que tem direito de enriquecer urânio e o faz por questões civis, como energia e pesquisa médica.

Nesse fim de semana, o chanceler iraniano também visitou o Omã, o outro país costeiro do Estreito de Ormuz. Abbas Araghchi afirmou que o foco do encontro foi garantir uma navegação segura no canal.

“Discussões importantes sobre assuntos bilaterais e desenvolvimentos regionais. Como únicos estados litorâneos de Ormuz, nosso foco incluiu maneiras de garantir um trânsito seguro que beneficie todos os nossos estimados vizinhos e o mundo. Nossos vizinhos são nossa prioridade”, disse o iraniano após o encontro com autoridades do Omã.

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