Câmara dos EUA aprova acordo para encerrar maior shutdown da história

Após 43 dias de shutdown, projeto que financia o governo até 2026 segue para sanção de Donald Trump

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1 de 1 Imagem colorida do Capitólio, nos EUA - Metrópoles - Foto: Bill Clark/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (12/11), o projeto de lei que garante o financiamento do governo federal para o ano fiscal de 2026. A decisão põe fim ao mais longo shutdown da história do país, que durou 43 dias e paralisou parte dos serviços públicos.

O texto recebeu 222 votos a favor e 209 contra. Seis democratas apoiaram a proposta, enquanto dois republicanos votaram contra. O projeto segue agora para a sanção do presidente Donald Trump, que, segundo a Casa Branca, deve assiná-lo ainda nesta quarta-feira.


Crise nos EUA

  • Desde 1º de outubro, o governo dos EUA entrou em shutdown. Isso porque o Congresso norte-americano não chegou a um consenso sobre o orçamento anual.
  • Na prática isso significou a paralisação do governo federal, o que afetou diretamente o funcionamento de diversos serviços públicos no país.
  • Com isso, milhares de funcionários federal ficarão sem receber salários ou foram demitidos.
  • A atual paralisação é a mais longa da história dos EUA. Completou 43 dias nesta quarta (12/11).
  • Anteriormente, o shutdown mais longo aconteceu entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, durante a primeira presidência de Donald Trump, e persistiu por 35 dias.

A proposta prevê um pacote orçamentário provisório que possibilitará o financiamento do governo federal até janeiro de 2026, além de um pacote mais amplo de orçamento para o Legislativo, o Departamento de Agricultura e para programas voltados para veteranos norte-americanos.

O principal ponto de desacordo entre republicanos e democratas foi o financiamento da Lei de Acesso à Saúde (Affordable Care Act), aprovada durante o governo Barack Obama. A base governista, liderada por Trump, defendia cortes no orçamento da legislação, enquanto os democratas exigiam a manutenção dos recursos.

A disputa prolongou as negociações e manteve o país com as despesas federais parcialmente suspensas, limitadas apenas a gastos considerados urgentes.

Resistência dos democratas

Mesmo após a aprovação do projeto orçamentário, parte dos democratas na Câmara manifestou resistência ao texto. Integrantes da oposição criticaram o acordo e chegaram a pedir a renúncia do líder da minoria no Senado, Chuck Schumer (Democrata), por ter permitido que a proposta avançasse com apoio bipartidário.

O principal ponto de discordância é a exclusão da continuidade dos subsídios federais para saúde, tema que se tornou o centro do impasse orçamentário. O auxílio vence ao final de dezembro.

Em publicação no X (antigo Twitter), o deputado Mike Levin classificou o resultado como “um péssimo negócio para o povo americano” e afirmou que os democratas deveriam “se desfazer de Schumer”.

Mais cedo, o líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, fez um discurso em frente ao Capitólio acusando os republicanos de “desmantelar o sistema de saúde” e reafirmando o compromisso do partido com o acesso à saúde pública.

“Como democratas, estamos comprometidos em enfrentar essa crise de acessibilidade. É disso que se trata essa luta”, declarou Jeffries. “Continuaremos a lutar para consertar nosso sistema de saúde falho.”

Efeitos do shutdown

Durante as seis semanas de paralisação, diversos setores públicos foram afetados. A Administração Federal de Aviação (FAA) relatou falta de pessoal em nove centros de controle de tráfego aéreo, incluindo os de Albuquerque, Jacksonville, Indianápolis e Nova York. A escassez de controladores levou ao atraso e cancelamento de voos em várias companhias aéreas.

Além disso, órgãos responsáveis por estatísticas econômicas suspenderam a divulgação de dados sobre a situação financeira do país, devido à interrupção do pagamento de servidores públicos.

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