Boris Johnson pede perdão ao admitir festa durante confinamento

O primeiro-ministro do Reino Unido pediu "desculpas sinceras" nesta quarta-feira (12/1) por furar regras de isolamento

atualizado 12/01/2022 14:54

Boris JohnsonLeon Neal/Getty Images

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, admitiu ter desobedecido a demanda de isolamento social do país ao participar de uma festa em Downing Street, sua residência oficial, e pediu “desculpas sinceras” nesta quarta-feira (12/1).

A situação começou a repercutir quando os jornais britânicos The Guardian e The Independent iniciaram uma apuração jornalística apontando que um grupo de aproximadamente 20 funcionários do governo fez uma festa no dia 15 de maio de 2020. Em dezembro de 2021, uma foto comprovou a ocasião e mostrou o premiê no jardim da residência oficial, contrariando sua declaração de que não havia ocorrido festa alguma.

Na última segunda-feira (10/1), a rede britânica ITV expôs um e-mail enviado pelo secretário particular de Johnson convidando pelo menos 100 funcionários do governo para o evento.

“Depois de um período incrivelmente movimentado, seria bom aproveitar ao máximo o clima agradável e tomar, com distanciamento social, algumas bebidas, nos jardins do número 10 [referência ao endereço 10, Downing Street], nesta noite”, dizia a mensagem enviada por Martin Reynolds. “Por favor, junte-se a nós a partir das 18h e traga sua própria bebida.”

Na época, o governo impôs restrições severas na tentativa de diminuir a disseminação do coronavírus. Entre elas, estava a proibição do funcionamento de bares e restaurantes e reuniões de mais de duas pessoas que não residiam na mesma casa.

Boris disse ao Parlamento nesta quarta que entende a indignação causadas pelas revelações. “Entendo a raiva que eles sentem de mim pelo governo que lidero quando pensam que em Downing Street as regras não estão sendo seguidas adequadamente pelas pessoas que fazem as regras”.

De acordo com o relato do premiê, ele esteve na festa por 25 minutos apenas para agradecer aos funcionários e depois voltou a seu escritório para continuar trabalhando. “Olhando em retrospecto, eu deveria ter mandado todos de volta para dentro”.

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