Bolsonaro sobre Queiroz: “Tinha liberdade até estourar problema”

Antes de deixar os Emirados Árabes, presidente comentou relação com o ex-assessor de Flávio Bolsonaro

atualizado

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Isac Nóbrega/PR
25/10/2019 Conversa com a imprensa
1 de 1 25/10/2019 Conversa com a imprensa - Foto: Isac Nóbrega/PR

Enviado especial a Abu Dhabi (Emirados Árabes) —Ao deixar os Emirados Árabes rumo ao Catar, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou a relação com Fabrício Queiroz e disse que tinha liberdade com o ex-assessor do filho e senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). “Nunca neguei amizade e gratidão. Depois do que aconteceu, afastei qualquer contato, pois poderiam me acusar de obstrução de Justiça”, comentou.

Em áudios vazados e divulgados pelos jornais Folha de S.Paulo e O Globo neste fim de semana, o ex-policial teria comentado com o presidente a intenção de demitir uma funcionária por suspeitas de que ela não trabalhava de fato no gabinete.

“Quem falou isso foi o Queiroz. Esse áudio, qual a data, alguém sabe? Até estourar o problema, eu tinha liberdade com o Queiroz, conversava com ele algumas coisas. Agora, ano passado, se for ver o gabinete, eu mandei embora cinco, seis pessoas. Passava praticamente de segunda a sábado fora de casa, comecei a não ter o controle de quem estava no Rio. E, exatamente para evitar problemas, essas pessoas foram demitidas”, comentou.

No áudio, Queiroz diz que o inquérito do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra eles pode gerar um problema “do tamanho de um cometa”.

“É o que eu falo, o cara lá está hiperprotegido. Eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí. Ver e tal… É só porrada. O MP está com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente. Não vi ninguém agir”, afirma o ex-assessor. O áudio teria sido gravado em julho deste ano.

O ex-assessor afirma estar abandonado e vê seu grupo político temeroso, quando poderia estar exercendo força política. “Não está abandonado, não estou casado com ele”, rebateu Bolsonaro.

À distância, ele aponta falhas na condução do governo e considera que o presidente Jair Bolsonaro deveria usar a estrutura policial contra aqueles que lhe causam dificuldades. Até agora, não foi possível determinar a quem o policial aposentado se refere como protegido.

Queiroz é investigado por movimentações financeiras suspeitas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, quando trabalhava para Flávio Bolsonaro. O dinheiro teria sido usado para pagar “rachadinha” — prática em que funcionários do gabinete devolvem parte do salário recebido.

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