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Mundo

Beirute: após explosões, polícia usa gás lacrimogêneo contra manifestantes

A manifestação anti-governo teve início na manhã deste sábado (08/08), no centro de Beirute, devido às explosões da última terça (04/08)

08/08/2020 11:26, atualizado 08/08/2020 12:08
Maxim GrigoryevTASS via Getty Images)
protesto em beirute

A polícia libanesa usou gás lacrimogêneo para conter manifestantes anti-governo em protesto que acontece em Beirute, capital do país, na manhã deste sábado (08/08). Segundo informações da Reuters, civis tentavam quebrar uma barreira para chegar ao parlamento, no centro da cidade.

Os moradores da cidade estão em revolta desde a última terça-feira (04/08), quando explosões no porto da capital libanesa vitimaram mais de 150 pessoas e deixaram cerca de 5 mil feridos. Segundo o ministério da saúde do país, cerca de 60 pessoas ainda estão desaparecidas. O protesto estava marcado desde meados da semana e a polícia estava se preparando para o confronto.

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Manifestantes entram em confronto com policiais em protesto contra o governo em beirute
Explosão no porto na última semana iniciou onda de protestos no Líbano
Explosão no porto na última semana iniciou onda de protestos no Líbano
O Líbano já atravessava grave crise antes da explosão
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O Líbano já atravessava grave crise antes da explosão

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Manifestantes entram em confronto com policiais em protesto contra o governo em beirute
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Manifestantes entram em confronto com policiais em protesto contra o governo em beirute

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Explosão no porto na última semana iniciou onda de protestos no Líbano
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Explosão no porto na última semana iniciou onda de protestos no Líbano

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Explosão no porto na última semana iniciou onda de protestos no Líbano
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Explosão no porto na última semana iniciou onda de protestos no Líbano

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“Depois de passarmos três dias limpando, tirando destroços e lambendo nossas feridas… parece que chegou a hora de deixar nossa raiva explodir e puni-los”, disse Fares Halabe ao jornal inglês The Guardian. O ativista de 28 anos disse que tinha a intenção de participar do protesto do fim de semana.

“Hoje é o primeiro protesto desde a explosão, um evento em que qualquer um de nós poderia ter morrido”, disse The Guardian a ativista Hayat Nazer, que está trabalhando em projetos para amparar as vítimas do ocorrido, na última quinta-feira (06/08).

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Explosão no porto

A explosão, que ocorreu na terça-feira (04/08), deixou ao menos 154 mortes e mais de 5.000 feridos, além da destruição de bairros da capital, com prejuízo orçado em R$80 bilhões. Segundo o governo libanês, a explosão foi causada por 2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenadas incorretamente em uma doca do porto.

“A causa ainda não está determinada. Há a possibilidade de uma interferência externa, por meio de um projétil, bomba ou outra ação”, disse o presidente do Líbano, Michel Aoun, em coletiva de imprensa na última sexta (07/08).