Aviões fazem “pouso-caranguejo” durante tempestade em Londres; veja

Diversas aeronaves enfrentaram ventos de mais de 130 km/h durante passagem da tempestade Eunice; entenda a manobra

atualizado 21/02/2022 9:56

Pouso-caranguejo, em Londres, durante tempestde EuniceReprodução

Pilotos chamaram atenção depois de aparecer em vídeos fazendo pousos de aviões de forma diferente da aterrissagem convencional, durante a tempestade Eunice, em Londres, na sexta-feira (18/2). A capital inglesa ficou sob alerta vermelho por causa dos fortes ventos.

Imagens do Aeroporto de Heathrow mostram que os pilotos pousaram aparentemente com dificuldade. No entanto, para evitar acidentes durante a tempestade, eles usaram uma manobra chamada de “pouco-caranguejo” ou, como se diz em inglês, “crab approch”.

Nessa manobra, como mostram os vídeos, em vez de descerem alinhadas à pista, as aeronaves aterrissaram de lado até perto de tocar o solo. Só no último momento, os pilotos voltam a alinhar os aviões ao centro da pista.

O “pouso-caranguejo” ocorre da seguinte forma: o piloto precisa deslocar o nariz do avião para a direção de onde o vento está vindo. É isso que possibilita, em seguida, que a aeronave seja deslocada ligeiramente de lado em direção à pista de pouso.

Em situação de fortes tempestades, como ocorreu no episódio da Eunice, a aterrissagem se torna mais complexa, já que os pilotos possuem mais dificuldade de alinhar os aviões com a direção da pista.

A alta velocidade dos ventos dificulta o pouso justamente por causa da falta de controle da aeronave em relação à direção da pista. Em casos assim, normalmente, os pilotos precisam arremeter os aviões, para interromper o pouso.

Tempestade Eunice

O serviço meteorológico do Reino Unido chegou a publicar alerta vermelho na sexta-feira (18/2) por causa dos “ventos extremamente fortes” provocados pela tempestade Eunice.

Vários parques foram fechados na capital britânica, onde os ventos chegaram a 130 km/h. A famosa roda gigante London Eye acabou bloqueada para receber visitantes.

O fenômeno, de acordo com o Met Office, pode “causar distúrbios significativos”, com ventos que chegam aos 145 km/h.

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