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Mundo

Avião evita colisão após aeronave da Força Aérea dos EUA cruzar rota

Piloto afirma que avião-tanque cruzou a rota a cerca de quatro quilômetros e sem transponder ligado. Caso aconteceu próximo à Venezuela

15/12/2025 08:14, atualizado 15/12/2025 08:48
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Reprodução/X
imagem colorida jato comercial jet blue

Um avião comercial da JetBlue que partia de Curaçao, no Caribe, rumo ao Aeroporto JFK, em Nova York, nos Estados Unidos, precisou fazer manobra para evitar colisão com aeronave-tanque da Força Aérea dos EUA. O piloto do jato comercial teve de interromper a subida e reportar o incidente, que aconteceu a cerca de 4 km.

A situação aconteceu na última sexta-feira (12/12), no espaço aéreo da Venezuela. Uma gravação da comunicação com o controle de tráfego aéreo revela que o comandante da JetBlue relatou que a aeronave militar cruzou diretamente a rota do Airbus comercial enquanto voava sem transponder ligado — equipamento padrão que permite a identificação e o monitoramento de altitude e a posição por radares civis.

“Quase tivemos uma colisão no ar aqui em cima. Passaram diretamente na nossa rota. Não têm o transponder ligado, é escandaloso”, disse o piloto. Ele acrescentou que o avião-tanque estava a apenas duas ou três milhas de distância (cerca de 4,8 quilômetros) e na mesma altitude. “Tivemos de parar a subida”, completou.

Após a manobra evasiva do avião comercial, a aeronave militar desviou e seguiu em direção ao espaço aéreo venezuelano.

Operações militares

O incidente aconteceu em um cenário de reforço das operações militares dos Estados Unidos no Caribe, voltadas ao combate ao tráfico de drogas e ao monitoramento do governo venezuelano.

Em razão desse aumento de atividade, a Administração Federal de Aviação (FAA) havia emitido recentemente alerta para voos civis sobre a região, recomendando cautela devido à movimentação militar intensificada.

A JetBlue informou que reportou o episódio às autoridades federais e reafirmou que os tripulantes seguiram todos os protocolos de segurança. A Força Aérea dos Estados Unidos ainda não comentou o caso.