Ataques russos destruíram 18 centros de saúde na Ucrânia, diz OMS

Dez pessoas morreram e 16 ficaram feridas durante os incidentes, segundo levantamento realizado pela OMS

atualizado 09/03/2022 12:27

Civis continuam fugindo de Irpin devido a ataques russos em curso em Irpin, UcrâniaWolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou, em discurso nesta quarta-feira (9/3), que 18 estações de saúde sofreram ataques na Ucrânia desde o início da guerra contra a Rússia.

De acordo com o gestor, dez pessoas morreram e 16 ficaram feridas durante os incidentes, segundo levantamento realizado pela OMS. Tedros pontuou que as Nações Unidas já enviaram 81 toneladas cúbicas de suprimentos médicos para a Ucrânia.

“[A OMS] está estabelecendo uma rede de suprimentos para toda a Ucrânia, principalmente para as áreas mais afetadas. Ontem entregamos 5 toneladas de suprimentos para Kiev, para ajudar 150 centros de tratamentos e milhares de pessoas. Temos mais 400 metros cúbicos esperando para ser levados para a Ucrânia”, afirmou o líder.

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Segundo Tedros, os ataques atrapalham o tratamento de saúde de pessoas da região. O diretor disse que está auxiliando países vizinhos da Ucrânia para que todos possam garantir tratamento necessário a quem precisa.

“A OMS e seus funcionários estão nos países vizinhos para garantir o apoio psicossocial para quem necessitar. A única solução real para essa situação é paz. A OMS continua fazendo um apelo para que a federação russa se comprometa para a solução pacífica dessa crise, e garanta ajuda humanitária segura para todos que precisam”, concluiu.

Resgate de civis

O governo ucraniano voltou a acusar o Exército russo de atacar corredores verdes, que são rotas de fuga humanitárias. A Europa, desde o início da invasão, vive uma crise de refugiados. Somente nas últimas 24 horas, 140 mil pessoas deixaram a Ucrânia.

Essas pessoas se juntam aos mais de 2 milhões de exilados que fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro. Polônia e Romênia são os principais destinos.

As autoridades na zona de guerra asseguram que esse fluxo vai aumentar ainda mais. Segundo a ONU, até 4 milhões de pessoas poderão abandonar o país por causa do conflito.

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