Ataque pode ser considerado um 11/09 do petróleo, diz diretor da ANP

Sauditas e o governo dos Estados Unidos atribuem ao Irã o atentado de sábado a unidades da petroleira Saudi Aramco, na Arábia Saudita

Tânia Rêgo/Agência BrasilTânia Rêgo/Agência Brasil

atualizado 16/09/2019 17:27

O ataque a unidades da petroleira Saudi Aramco, na Arábia Saudita, no último sábado (14/09/2019), seria equivalente ao atentado contra às torres gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, ao se considerar o risco ao mercado de petróleo. A afirmação foi feita pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.

“Do ponto de vista do risco, o evento de sábado pode ser considerado uma espécie de 11/09 (ataque às torres gêmeas) do mercado do petróleo. Depois dele, a sensação de risco aumentará”, escreveu Oddone, em sua conta no Twitter.

A conta não é verificada pela rede social, mas a sua autenticidade foi confirmada pela comunicação da ANP.

Confira:

Medidas preventivas
Ainda conforme Oddone, medidas preventivas depois do atentado devem ser adotadas, o que também tende a impactar negativamente nos custos operacionais.

O atentado de sábado – ação que os sauditas e o governo dos Estados Unidos atribuem ao Irã e que provocaram a redução à metade da produção do produto – interrompeu a produção de 5,7 milhões de barris diários de petróleo, montante que representa metade do exportado pelos sauditas e 5% do explorado diariamente no mundo.

Últimas notícias