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A Organização das Nações Unidas (ONU) marcou para este sábado (14/4), às 11h, uma reunião de emergência do seu Conselho de Segurança, responsável pela paz e segurança internacionais. O encontro foi agendado após o ataque dos EUA, França e Reino Unido à Síria, depois de pedido do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O conselho é formado por 15 membros. Cinco são permanentes e, portanto, possuem direito a veto: os autores do ataque, Rússia e China. Trata-se do único órgão da ONU que tem poder decisório, isto é, todos os membros das Nações Unidas devem aceitar e cumprir as suas decisões.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu aos países que demonstrem “moderação” e evitem ações que possam elevar as tensões na Síria após o ataque contra instalações do regime de Bashar Al-Assad nesta sexta (13).

“Peço a todos os Países Membros que demonstrem moderação nessas perigosas circunstâncias e evitem ações que levem à escalada da situação e piore o sofrimento do povo sírio”, disse Guterres em comunicado.

Ele afirmou que acompanha a situação na Síria após os ataques liderados pelos Estados Unidos com apoio da França e do Reino Unido. O secretário-geral também lamentou o fato de o Conselho de Segurança da ONU não ter chegado a um consenso sobre as investigações do suposto ataque químico contra a cidade de Duma, último reduto rebelde da região de Ghouta Oriental que lutava contra o regime de Assad.

“Expresso o meu profundo desapontamento pelas falhas do Conselho de Segurança em concordar com a criação de um mecanismo para investigar o uso de armas químicas na Síria”, disse o Secretário-Geral.

Na última semana, o Conselho de Segurança realizou reuniões que não atingiram consenso sobre investigações na região. Uma proposta de resolução dos Estados Unidos e outras duas da Rússia foram vetadas durante as tratativas.