Assembleia da ONU começa com foco no reconhecimento da Palestina

Assunto também foi tema de conferência realizada antes da 80ª Assembleia Geral da ONU, que começa nesta terça (23/9), em Nova York

atualizado

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Assembleia Geral da ONU decide suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da organização. Na foto, uma vista ampla do salão de votação com representantes de diversos países Lula ONU - Metrópoles
1 de 1 Assembleia Geral da ONU decide suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da organização. Na foto, uma vista ampla do salão de votação com representantes de diversos países Lula ONU - Metrópoles - Foto: Michael M. Santiago/Getty Images

Começa nesta terça-feira (23/9) a 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, com o foco das discussões voltadas para a Palestina e a guerra na Faixa de Gaza, que já matou mais de 65 mil palestinos.


Reconhecimento da Palestina

  • A maioria dos países que compõem a Organização das Nações Unidas (ONU) são favoráveis a solução de dois Estados para a guerra entre judeus e palestinos, e reconhecem oficialmente a Palestina.
  • Ao todo, 151 nações ao redor do mundo já adotaram tal medida, entre elas o Brasil.
  • Mesmo com a pressão internacional, o governo de Israel tem obstruído a paz, e se nega a caminhar para a solução de dois Estados.

Antes mesmo da abertura do evento, a expectativa era de que a questão fosse um dos principais temas a serem tratados na Assembleia Geral da ONU. Isso ficou claro após uma série de países, entre eles membros do G7, anunciarem o reconhecimento da Palestina.

Os últimos países a adotarem a medida foram França, Mônaco, Luxemburgo, Bélgica, Malta e Andorra. O reconhecimento aconteceu durante conferência realizada nessa segunda-feira (22/9), a pedido dos franceses e sauditas, sobre a solução de dois estados para o conflito entre palestinos e judeus.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi um dos líderes globais que participaram da reunião. Durante discurso, o presidente brasileiro voltou a acusar Israel de cometer genocídio contra palestinos e disse que os atos terroristas do Hamas não autorizam a “matança indiscriminada de civis”.

“Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de 50 mil crianças”, disse Lula. “Nada justifica destruir 90% dos lares palestinos, usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda”.

Caminho para a paz

O movimento de apoio a criação do Estado da Palestina ganhou força nos últimos meses. Foi adotado até mesmo por países aliados de Israel, na tentativa de aumentar a pressão para o fim da guerra na Faixa de Gaza.

Ao Metrópoles, o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben, comemorou as recentes decisões de países em relação a questão palestina.

“Para nós esse é um momento histórico muito importante, e um ato de Justiça que demorou mais de um século para se concretizar”, disse o diplomata. “Estamos acompanhando o reconhecimento da Palestina por vários países com muita satisfação”.

Oposição dos EUA e Israel

A pressão internacional contra a ação israelense em Gaza, por meio do reconhecimento da Palestina, é alvo de críticas por parte de Israel.

Para a administração de Benjamin Netanyahu, a tentativa de solução pacífica para o conflito no enclave palestino é uma “recompensa ao terrorismo”. O premiê israelense ainda acrescentou que continuará impedindo os esforços para a criação da Palestina — classificado por ele como um “Estado terrorista”.

Por isso, Netanyahu prometeu ampliar os assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada, considerados ilegais diante da comunidade e direito internacional.

Assim como Israel, os Estados Unidos também se mostraram contrários a medida poucos antes do início da Assembleia Geral da ONU.

“O presidente [Trump] deixou bem claro que discorda dessa decisão [de países que reconheceram a Palestina]”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, à repórteres na segunda-feira (22/9).

Aliados históricos, EUA e Israel foram dois dos 10 países que votaram contra uma proposta apresentada na ONU em julho deste ano, que prevê uma solução pacífica para a guerra na Faixa de Gaza.

Nomeada “Declaração de Nova York”, o texto propõe um governo livre do Hamas e o reconhecimento da Palestina como um Estado com base nas fronteiras de 1967.

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