Assassino de Bobby Kennedy tem condicional negada na Califórnia

O governador, Gavin Newsom, recusou pedido de libertação para Sirhan Sirhan, acusado de matar o senador Robert F. Kennedy, em 1968

atualizado 13/01/2022 21:09

Sirhan Sirhan acusado de matar Robert KeneddyReprodução

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, negou pedido de libertação para Sirhan B. Sirhan, condenado pelo assassinato do senador Robert F. Kennedy, apelidado de Bobby, em 1968. Um painel do conselho de liberdade condicional da Califórnia havia votado em 27 de agosto de 2021 a favor do pedido de libertação do homem, 53 anos depois de ter sido preso.

Newsom, no entanto, rejeitou, nesta quinta-feira (13/1), a liberdade condicional. Segundo reportagem publicada no The Washington Post, o governador optou pela negativa por entender que Newsom, depois de décadas na prisão, “não conseguiu resolver as deficiências que o levaram a assassinar o senador Kennedy”. Para ele, o homem ainda é capaz de tomar os mesmos tipos de decisões perigosas que fez no passado.

Na Califórnia, o chefe do Executivo local pode dar esse tipo de decisão porque os eleitores da Califórnia alteraram sua constituição estadual em 1988. As mudanças permitiram que o governador revertesse as decisões do Conselho Estadual de Audiências de Liberdade Condicional para assassinos condenados. No Brasil, esse tipo de decisão só pode ser tomada pelo Judiciário.

Ameaça

Ao contrário do entendimento do governador, em agosto, o painel tinha concluído que Sirhan não era mais uma ameaça para a sociedade, baseado em depoimentos do irmão do preso, de um dos filhos de Kennedy e de uma das vítimas sobreviventes do crime. O governador da Califórnia entendeu diferente.

A morte de Bobby Kennedy, irmão do presidente John F. Kennedy e então candidato à indicação presidencial pelo partido Democrata, mudou o curso da história norte-americana.

O advogado de Sirhan argumentou para o pedido de condicional que os critérios de reabilitação, remorso e periculosidade futura aplicados a todos os prisioneiros também foram aplicados a Sirhan, agora com 77 anos.

“Mais de meio século se passou”, disse Sirhan aos dois comissários de liberdade condicional. “E aquele jovem impulsivo que eu era não existe mais. O senador Kennedy era a esperança do mundo e eu feri, prejudiquei todos eles e me dói experimentar isso, o conhecimento para um ato tão horrível”, disse na 16ª audiência de liberdade condicional que enfrentou.

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