Arcebispo pede que El Salvador não vire prisão como Guantánamo

Arcebispo de San Salvador pediu que o governo de El Salvador não permita que país se torne prisão de outro país

atualizado

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O arcebispo de San Salvador, José Luis Escobar Alas, disse, neste domingo de Páscoa (20/4), que não é apropriado que El Salvador se torne uma prisão administrada pelos Estados Unidos, a exemplo de Guantánamo, a base militar e prisão norte-americana na ilha de Cuba. “Pedimos ao governo que não permita isso”, disse o arcebispo em coletiva de imprensa.

Ele disse que pode ser que o governo salvadorenho tenha o melhor interesse, possivelmente querendo, em troca, que os EUA deem um melhor tratamento a seus imigrantes. “Possivelmente, não sei, não conheço as causas, mas o fato é que a nenhum país convém ser prisão de outros países ou de outro país”.

Recentemente, deportados dos Estados Unidos foram enviados para El Salvador.

Veja trecho da fala do arcebispo:


Imigrantes em Guantánamo

  • Localizada em Cuba e administrada pelo governo dos EUA, a prisão de Guantánamo foi criada após os atentados de 11 de setembro de 2001, como centro de detenção militar para suspeitos de terrorismo.
  • O local funciona em uma base naval norte-americana, um território sob jurisdição dos EUA, mas que Cuba reivindica a soberania.
  • A prisão se tornou conhecida internacionalmente por denúncias de desrespeito aos direitos humanos.
  • Nos primeiros dias de seu segundo mandato, Trump expressou o desejo de enviar imigrantes ilegais para a prisão militar de Guantánamo.

Vice de Trump com o papa

Nesse sábado (19/4), o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, se reuniu com altos funcionários da Igreja Católica no Vaticano e foi recebido, brevemente, por papa Francisco na Casa Santa Marta, já neste domingo (20/4). Segundo a Santa Sé, “a reunião durou alguns minutos e foi a oportunidade para as felicitações de Páscoa”.

Esta é a primeira conversa entre líderes norte-americanos e a cúpula do Vaticano desde que Donald Trump assumiu o segundo mandato presidencial. O encontro acontece depois de o Papa Francisco realizar diversas críticas às políticas do governo de Trump.

Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, durante o “cordial encontro, foi expressa a satisfação pelas boas relações bilaterais existentes entre a Santa Sé e os Estados Unidos, e foi renovado o compromisso comum de proteger o direito à liberdade religiosa e à liberdade de consciência”.

Ainda de acordo com a Santa Sé, foi dada particular atenção à situação dos migrantes, refugiados e prisioneiros.

Papa Francisco e outras autoridades do Vaticano criticaram diversas políticas do governo Trump, incluindo os planos de Trump de deportar milhões de migrantes dos EUA e seus cortes generalizados em programas de ajuda externa e assistência social doméstica.

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