Após acordo de paz, reféns israelenses devem ser libertados até 2ª

Conclusão da primeira fase do acordo de paz ocorre dois anos após o início da guerra entre Israel e Hamas

atualizado

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O presidente americano, Donald Trump, usou sua plataforma The Truth Social para anunciar que a primeira fase do acordo de paz para encerrar a guerra em Gaza foi concluída. Segundo Trump, trata-se de um “grande dia para o mundo”.

“Todos se uniram em torno desse esforço”, afirmou o presidente em entrevista à agência Reuters, logo após publicar a informação em sua conta no Truth Social.

A conclusão dessa primeira fase ocorre um dia após o segundo aniversário do ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, quando 1,2 mil pessoas foram mortas e mais de 250 feitas reféns. A guerra que se seguiu matou mais de 67 mil palestinos, a maioria mulheres e crianças.

As negociações aconteceram no Egito, com mediação do Catar e apoio direto dos Estados Unidos, além de uma delegação da Turquia. Essa primeira etapa faz parte de um plano mais amplo, de 20 pontos elaborados pela Casa Branca, com o objetivo de promover a desmilitarização do Hamas e a reconstrução de Gaza sob supervisão internacional.

Retorno da ajuda humanitária

Nessa primeira fase, o acordo estabelece uma trégua parcial e a retirada gradual das tropas israelenses para uma linha acordada dentro do território de Gaza.

Segundo a Casa Branca, a libertação de todos os 20 reféns israelenses que seguem em poder do Hamas ocorrerá “muito em breve”. Donald Trump garantiu que isso acontecerá até segunda-feira. Israel, por sua vez, se comprometeu a soltar prisioneiros palestinos detidos em seu território.

A pausa nos combates deve permitir a entrada de ajuda humanitária e de equipes médicas nas regiões mais atingidas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostravam moradores de Gaza celebrando a primeira noite sem bombardeios em muitos dias.

O assessor de comunicação da Unicef, James Elder, publicou um vídeo no Instagram comemorando uma noite silenciosa no céu de Gaza.

Reações de Israel, Hamas e da comunidade internacional

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou o acordo como uma “vitória moral e diplomática” e agradeceu a Trump por sua “liderança e compromisso com a segurança de Israel”. Em mensagem nas redes sociais, ele afirmou que “todos os reféns israelenses serão repatriados em breve”.

O Hamas confirmou o acordo, mas pediu garantias internacionais para que Israel cumpra todos os termos. Em comunicado no Telegram, cobrou compromisso de Israel: “Pedimos aos países garantes que obriguem o governo de ocupação a implementar o que foi acordado, sem atrasos.”

O maior risco, segundo analistas, é que o acordo fique restrito a essa primeira fase, sem avançar para um cessar-fogo total.

Trump tenta reforçar papel de mediador global

O presidente americano afirmou que poderá viajar a Israel ainda neste fim de semana para “consolidar a paz”.

Caso os termos do acordo realmente sejam cumpridos, isso reforçaria a tentativa de Trump de se posicionar como mediador global, uma imagem que ele próprio tem estimulado, inclusive com menções a uma possível indicação ao Prêmio Nobel da Paz.

Analistas avaliam que o sucesso deste acordo seria um trunfo político e diplomático para Trump, especialmente num momento em que ele busca mostrar resultados concretos de sua política externa.

Mas, se o plano fracassar, pode representar um novo revés diplomático para os Estados Unidos, aumentando a desconfiança entre aliados árabes e palestinos.

Leia mais em RFI, parceira do Metrópoles.

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