
Apesar da guerra, ruas do Irã "vivem" clima de Copa. Veja imagens
Apesar das tensões geopolíticas com os EUA, um dos países-sede da competição, o Irã apoia a seleção e entra em clima de Copa

Mesmo em contexto de guerra contra os Estados Unidos e Israel, o Irã decorou o entorno de um estádio em Teerã com uma réplica gigante do troféu da Copa do Mundo. Referências à competição também aparecem nas ruas e no comércio local.
Apesar das tensões geopolíticas com os EUA, um dos países-sede da competição, a população iraniana abraçou a seleção nacional e entrou em clima de Copa.
Confira imagens:
No entanto, o país não abraçou o mundial somente às vésperas da abertura, em maio o comércio local foi tomado por mercadorias com o tema, desde camisas, embelmas e réplicas da taça mais aguardada pelos países. A população também demonstrou apoio no dia 13 de maio, quando trorcedores iranianos se reuniram durante uma cerimônia para a seleção nacional.
Classificada para a Copa do Mundo em março de 2025, a seleção iraniana foi alvo de impasses durante a preparação para o torneio. Às vésperas da estreia o governo do Irã acusou os EUA de adotarem um tratamento “discriminatório” contra integrantes da delegação do país.
Apesar dos jogadores receberem vistos para participar do torneio, membros das equipes de apoio teriam sido impedidos de entrar em território norte-americano.
Os jogadores e comissão técnica farão a preparação no México, mesmo fazendo todas as partidas da competição em território americano. A delegação terá que entrar e sair do país no mesmo dia dos jogos mesmo com os vistos recebidos pelos norte-americanos.
O período máximo que a delegação poderá ficar em território dos EUA é de 36h.
Em março deste ano, Donald Trump afirmou que não seria apropriada a presença dos iranianos no Mundial.
“A Seleção Iraniana de Futebol é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, para sua própria vida e segurança”, afirmou em uma publicação no X.
Trump ameaça Irã e volta atrás
Na quinta-feira (11/6), Trump teve posições divergentes em relação à guerra.
Primeiro, afirmou que o país atacará o Irã “com muita força” e ameaçou tomar a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera.
“Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas!) com muita força esta noite”, escreveu.
O líder norte-americano afirmou que, em algum momento “não muito distante”, os EUA assumirão “controle total” dos mercados de petróleo e gás iraniano.
“Em algum momento num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América“, finalizou.
Apesar da ameaça, o presidente voltou atrás na decisão e anunciou o cancelamento dos ataques após discussões com a liderança iraniana.
“Como Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeios programados contra o Irã para esta noite. As discussões e os pontos finais foram, tanto em conceito quanto em detalhes, aprovados por todas as partes envolvidas”, afirmou.
Contexto da guerra
A guerra entre os países começou em fevereito deste ano quando uma ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel resultou na morte do então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
O governo iraniano retaliou atacando interesses dos EUA e de Israel em oito países do Oriente Médio: Emirados Árabes, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Desde o início dos confrontos, o Irã já registra mais de 1,9 mil civis mortos, enquanto Washington confirma a perda de pelo menos 13 militares americanos em decorrência das ações de Teerã.














