Acordo entre Irã e Omã pode proibir passagem dos EUA por Ormuz
Segundo texto do acordo inicial, embarcações dos EUA e de Israel serão proibidas de passar pelo Estreito de Ormuz

Navios dos Estados Unidos e de Israel podem ser proibidos de navegar pelo Estreito de Ormuz ainda que a rota marítima volte a ser aberta após acordo entre Irã e Omã. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (6/8) pelo governo iraniano.
Atualmente, os pontos do acordo estão sendo analisados pela Comissão de Segurança Nacional do Irã. Alguns trechos foram publicados pela mídia estatal do país persa.
Além da proibição de embarcações norte-americanas e israelenses, Teerã alega que navios de “países hostis” serão impedidos de navegar por Ormuz.
O plano, informou a Comissão de Segurança Nacional do Irã, ainda pode sofrer modificações.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesVeja alguns pontos divulgados até o momento
- Cargas relacionadas a Israel, civis ou militares, não terão permissão para navegar pela região.
- Navios ou cargas que tenham desempenhado papéis em ações contra o Irã estão proibidos.
- Países e indivíduos que tenham causados danos ao Irã poderão passar por Ormuz, desde que paguem indenizações.
Na quarta-feira (5/8), Irã e Omã definiram novas rotas de navegação na via marítima e prometeram divulgar uma declaração sobre como deve funcionar a administração conjunta de Ormuz.
Apesar do avanço nas negociações, que duram cerca de dois meses, o governo iraniano afirmou que a reabertura da via marítima também depende de os Estados Unidos aceitarem exigências previstas no memorando de entendimento assinado por Teerã e Washington em junho. Entre elas o fim do bloqueio contra portos do país e a reversão de sanções norte-americanas.
Devido à influência que exerce na economia mundial, o Estreito de Ormuz se tornou uma arma de guerra e pressão desde o início do conflito entre EUA e Irã. Por lá, cerca de 20% do petróleo mundial é escoado, principalmente a produção de países do Golfo.
A rota voltou a ser bloqueada no último mês, após o acordo de cessar-fogo em vigor entre os dois países ser violado e as hostilidades serem retomadas.



