Zema critica tarifa dos EUA e diz que governo Lula "errou negociação"
Romeu Zema afirma que medida dos EUA prejudica a indústria brasileira, mas responsabiliza o governo federal por "atritos desnecessários"

Belo Horizonte — O ex-governador de Minas Gerais e possível pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) condenou, nesta quinta-feira (16/7), a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Em nota, o político classificou a medida como “protecionista”, afirmou que ela prejudica os interesses do Brasil e criticou a condução das negociações pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu condeno o tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos. É uma medida protecionista que prejudica os interesses do Brasil e desrespeita os vínculos históricos entre os dois países”, afirmou.
O ex-governador ainda disse ver “com preocupação” os impactos da decisão sobre a indústria brasileira, que, segundo ele, perde competitividade em um dos principais mercados para os produtos nacionais.
Apesar das críticas à medida adotada pelo presidente norte-americano Donald Trump, Zema atribuiu parte da responsabilidade ao governo federal. “O governo brasileiro errou nas negociações, criando atritos desnecessários e adotando um discurso eleitoreiro. Se tivesse agido de maneira técnica e responsável, poderia ter evitado uma retaliação que, de qualquer forma, não se justifica”, declarou.
Tarifa dos EUA
A manifestação ocorre após os Estados Unidos anunciarem que a sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros entrará em vigor em 22 de julho. A decisão foi baseada em investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas consideradas “desleais, discriminatórias e irrazoáveis” contra empresas norte-americanas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntre os pontos citados pelo governo dos EUA estão o funcionamento do Pix, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo plataformas digitais, o desmatamento ilegal e indicadores relacionados ao combate à corrupção. O governo brasileiro informou que estuda acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta à medida.



