
Volta de Aécio ao jogo embaralha disputa por vagas no Senado em Minas
Tucano deve confirmar candidatura; pesquisas mostram que entrada dele pode apertar disputa entre Viana, Sávio e Aro

Belo Horizonte – A volta de Aécio Neves (PSDB) à disputa por uma vaga no Senado, a ser confirmada nesta sexta (28/9), mexe nos cálculos das campanhas em Minas Gerais. Embora Aécio ainda não tenha oficializado a candidatura, interlocutores do tucano garantem que ele voltou ao jogo.
A ideia é anunciar a candidatura em uma coletiva nesta sexta. Ele faria parte da coligação em torno da candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao governo.
A entrada de Aécio tem potencial para congestionar a corrida pelas duas vagas mineiras no Senado. Hoje, Carlos Viana (PSD), Domingos Sávio (PL) e Marcelo Aro (PP) aparecem praticamente embolados nas pesquisas, atrás da petista Marília Campos.
No levantamento Real Time Big Data divulgado nesta quinta-feira (27/8), Marília aparece com 24% das intenções de voto no consolidado dos dois votos. Viana e Domingos têm 13% cada, enquanto Aro registra 12%. A pesquisa não incluiu Aécio entre os nomes apresentados aos eleitores.
O cenário ajuda a explicar por que uma eventual candidatura do ex-governador passou a ser observada com atenção pelos demais postulantes.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm julho, quando a Quaest incluiu Aécio, o tucano apareceu competitivo. Ele marcou 16%, atrás apenas de Marília Campos, com 18%, e à frente de Carlos Viana, Marcelo Aro e Domingos Sávio.
Os levantamentos indicam que o ex-governador entraria na disputa com um nível de intenção de voto capaz de alterar o equilíbrio atual.
Direita tem disputa apertada
Sem Aécio na lista do Real Time Big Data, os três principais nomes à direita e ao centro-direita aparecem separados por apenas um ponto percentual: Viana e Domingos, com 13%, e Aro, com 12%.
Aécio tem rejeição
Aécio foi governador de Minas por dois mandatos, senador, candidato à Presidência da República em 2014 e exerce mandato de deputado federal.
Esse grau de conhecimento faz com que ele não precise partir do mesmo estágio de candidatos menos conhecidos, mas também traz uma rejeição elevada.
Na Quaest divulgada em julho, 52% dos entrevistados disseram conhecer Aécio e não votar nele. Ao mesmo tempo, 37% afirmaram conhecê-lo e considerar a possibilidade de voto.
O cenário transforma o tucano em um candidato com elevado potencial eleitoral, mas também com um teto que deverá ser enfrentado.



