
Aliados já contam com candidatura "tardia" de Aécio; que não confirma
Aécio Neves deverá ser candidato ao Senado pelo PSDB em Minas Gerais, adiantam aliados

Belo Horizonte – O ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG) deverá rever sua posição e aceitar disputar uma vaga no Senado por Minas, apostam seus aliados. Oficialmente, Aécio ainda nega que tenha decidido, mas nos bastidores da política mineira a entrada do tucano na disputa é dada como certa.
Seria uma candidatura “tardia”, porque o prazo para os registros já acabou em 15 de agosto. Há, porém, caminhos na legislação para possibilitar essa candidatura.
Partidos podem substituir candidatos que renunciarem à disputa, morrerem ou não tiverem o registro aceito pela Justiça Eleitoral.
Há dois caminhos para Aécio entrar na disputa por causa de renúncias. Nesta quarta-feira (26/8), Marcelo Heringer, irmão do presidente estadual do PDT, Mário Heringer, renunciou à sua candidatura ao Senado. Como o PDT está na mesma coligação que o PSDB, Aécio poderia entrar no lugar dele.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMas também há a chance de Gustavo Galassi, o atual candidato tucano ao Senado por Minas, renunciar e dar espaço ao aliado.
Pressão pública pela candidatura
Em nota à imprensa também divulgada nesta quarta, a Federação PSDB Cidadania e o PDT em Minas Gerais disseram que receberam, nos últimos dias, “manifestações de correligionários, prefeitos, vereadores, deputados, militantes e lideranças de diferentes regiões de Minas Gerais com um pedido comum: que Aécio Neves reveja sua decisão e aceite disputar novamente uma cadeira no Senado Federal por nosso Estado”.
Segundo a federação, esse movimento “traduz uma preocupação legítima com o futuro de Minas. Nosso Estado precisa, neste momento, de experiência, capacidade de articulação e força política em Brasília. Aécio reúne essas condições. Ao longo de quase quatro décadas de vida pública, construiu uma trajetória que lhe confere profundo conhecimento de Minas, do Congresso Nacional e das grandes questões brasileiras”.
O chamado é assinado por Paulo Abi-Ackel, presidente da Federação PSDB Cidadania em Minas Gerais e Mário Heringer, presidente do PDT de Minas Gerais.



