The Economist: MG tem finanças "em ruínas" e reflete futuro do Brasil
Revista britânica dedica longa reportagem a Minas Gerais e detalha desafios para próximo governo

Belo Horizonte – Minas Gerais está com as finanças “em ruínas” e o próximo governo terá um grande desafio, numa realidade fiscal que deverá em breve ser enfrentada pelo Brasil como um todo. Essa é a conclusão da revista britânica The Economist, uma das mais importantes da imprensa mundial, em longa reportagem sobre MG publicada esta quarta-feira (17/6).
A publicação destaca o elevado endividamento de Minas e mostra que despesas previdenciárias e juros praticamente acabam com a capacidade de investimento, além de limitar a execução de políticas públicas.
Esse endividamento, diz a Economist, vai tornar dura a vida do governo a ser eleito em Minas em outubro e é “espelho” para a situação fiscal do governo federal em um futuro breve.
A reportagem fala sobre a disputa eleitoral no estado e sobre sua força para a eleição nacional, lembrando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou na frente em Minas todas as vezes que foi eleito, mas que o PT está fraco no estado, enquanto a direita se mostra com mais condições de vencer.
Até as más condições das estradas de Minas são citadas e o estado é criticado pela gestão de seus minérios, a maioria exportados em estado bruto.
Reação do governo mineiro
Em nota enviada à The Economist, o governo de Mateus Simões (PSD) relatou medidas voltadas à responsabilidade fiscal, à eficiência do gasto público, à modernização da arrecadação e à regularização do fluxo financeiro estadual. O governo também culpou a gestão do petista Fernando Pimentel, governador até 2019, pelas dificuldades fiscais do estado.


