Suspeito de estuprar afilhada: “Fiz com ela. Com a minha filha, não”
Padrinho suspeito de estuprar a afilhada, de 7 anos, confessou o crime e foi indiciado; criança relatou à polícia que sofreu diversos abusos
atualizado
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Belo Horizonte — Um homem de 28 anos, investigado por estuprar a própria afilhada, de 7 anos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, confessou à polícia que cometeu os abusos diversas vezes contra a criança. No depoimento, ele ainda tentou minimizar a gravidade do crime ao afirmar que nunca teria cometido os atos contra a própria filha, de pouco mais de 1 ano.
“Ele dizia: ‘eu fiz com ela, mas com a minha filha não’. Como se isso diminuísse a gravidade do que aconteceu”, afirmou a delegada Joana Miraglia, responsável pelo caso, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (22/5).
A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o suspeito por estupro de vulnerável. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e ele segue no sistema prisional à disposição da Justiça.
Esposa flagrou o crime
Segundo as investigações, o caso aconteceu em 18 de março deste ano. A esposa do investigado chegou em casa após o trabalho e o flagrou em cima da menina. Conforme a polícia, o homem e a criança estavam com as calças abaixadas e com os órgãos genitais expostos.
Desesperada, a mulher começou a gritar, o que chamou a atenção dos pais da criança, que moram ao lado do casal. “Ela ficou muito desesperada, começou a gritar, e os pais da criança ouviram a situação e correram até o local”, relatou a delegada.
Ainda conforme a PCMG, a chegada dos familiares provocou uma confusão, e moradores tentaram linchar o investigado. Ele se trancou em um quarto da casa até a chegada da Polícia Militar, que efetuou a prisão em flagrante.
“Ele confessou que não foi a única vez. No momento da prisão, contou aos militares que tinha praticado diversas vezes os atos contra a afilhada, mas fazia questão de afirmar que não tinha cometido os abusos contra a própria filha”, disse a delegada.
A criança também relatou os abusos durante o acompanhamento policial. Segundo a delegada, ao ser questionada sobre quantas vezes os crimes aconteceram, a menina levantou as duas mãos abertas, indicando que os episódios ocorreram repetidamente.