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Minas Gerais

Suspeita de matar casal em BH passa por audiência de custódia nesta 6ª

Diarista acusada de matar casal à facadas em BH foi presa na quinta; as investigações sobre o caso continuam para entender dinâmica

03/07/2026 08:58, atualizado 03/07/2026 09:00
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Reprodução/Redes sociais
Primo recebeu ligação de Paola

Belo Horizonte — A diarista Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, presa sob suspeita de envolvimento na morte brutal do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, passa por audiência de custódia às 13h30 desta sexta-feira (3/7), em Belo Horizonte. O casal foi morto à facadas.

Na sessão, um juiz irá analisar a legalidade da prisão da investigada e decidir se ela permanecerá presa preventivamente, se responderá ao processo em liberdade ou se será submetida a outras medidas cautelares.

Paola foi localizada e presa na madrugada de quinta-feira (2/7), em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, três dias após o crime. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ela foi encontrada após um trabalho de rastreamento e monitoramento.

Em depoimento, a diarista afirmou ter sofrido um “surto psicótico” e disse que ouvia vozes mandando matar uma das vítimas. Além disso, ela contou que dopou o casal com medicamentos de uso próprio.

A defesa sustenta que ela possui histórico de transtornos mentais, internações psiquiátricas e faz uso contínuo de medicamentos prescritos. Já familiares afirmam que ela utilizava medicamentos controlados, como clonazepam, sem prescrição médica.

A investigação também apura se houve participação de outras pessoas no crime. Segundo a polícia, a suspeita deixou o prédio carregando sacolas e uma bolsa reconhecida pela família como pertencente à empresária. Além disso, ela teria circulado entre Belo Horizonte e Itabira após o crime, utilizando dinheiro e objetos levados do apartamento.

Entenda o caso

Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na última terça-feira (1º). O casal foi localizado pelo filho, que estranhou a falta de contato dos pais e decidiu ir até o imóvel.

De acordo com a Polícia Militar, não havia sinais de arrombamento. Imagens do circuito interno de segurança mostram a diarista entrando no prédio na manhã de segunda-feira (29) e deixando o local cerca de oito horas depois com sacolas e uma bolsa.

A Polícia Civil investiga o caso como possível latrocínio (roubo seguido de morte), mas ressalta que a tipificação do crime ainda dependerá da conclusão das investigações e da análise de todas as provas reunidas.