Sobrinho de Dilma pede à PGR prisão de Flávio após áudio a Vorcaro

Vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT), sobrinho de Dilma, afirmou que Flávio Bolsonaro deveria ficar fora das eleições

atualizado

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Daniel Ferreira / Metrópoles
Pedro Rousseff
1 de 1 Pedro Rousseff - Foto: Daniel Ferreira / Metrópoles

O vereador em Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT) protocolou nesta quarta-feira (13/5) na Procuradoria Geral da República (PGR) um pedido para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja preso após a divulgação de áudio em que ele aparece cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro.

Conhecido por seu perfil barulhento nas redes sociais, Pedro, que é sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) não disse quais indícios de crime atribuiu a Flávio, mas citou o que está no áudio divulgado inicialmente pelo The Intercept Brasil e confirmado pelo Metrópoles: que Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Flávio estava cobrando mais.

“Isso é um descalabro, um absurdo, e Flávio Bolsonaro vai ter que responder na Justiça agora pode ser preso e ficar fora das eleições por causa desse absurdo”, disparou Pedro Rousseff. Veja:

“Vamos partir pra cima dele”, conclui o sobrinho de Dilma no vídeo em que divulgou sua ação.

Ouça o áudio divulgado nesta quarta:

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Diálogos divulgados pelo The Intercept mostram Flávio Bolsonaro e Vorcaro falando sobre o filme. Uma das conversas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.

A defesa de Flávio

O senador Flávio Bolsonaro divulgou nota no início da noite desta quarta para se defender no caso.

“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos”, diz a nota de Flávio.

O senador seguiu: “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”.

Flávio disse que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, “e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”.

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, conclui a nota de Flávio, divulgada pouco depois do vídeo publicado por Zema sobre o caso.

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