Simões promete pagar servidores até 6/1, antes da posse de Cleitinho
A gestão de Simões informou que salários serão pagos até 6 de janeiro, um dia antes da posse de Cleitinho; 13º será quitado ainda em 2026

Belo Horizonte — O atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), garantiu que os salários dos servidores estaduais referentes a dezembro deste ano serão pagos até 6 de janeiro de 2027, um dia antes da posse do governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), marcada para 7 de janeiro.
A confirmação foi feita pelo governo de Minas nesta terça-feira (27/10), em meio às tensões entre os dois políticos durante o processo de transição. Em nota, o Executivo estadual informou que o 13º salário dos servidores também será pago integralmente ainda em 2026. A data do depósito, no entanto, será divulgada posteriormente.
Segundo o governo, desde agosto de 2021, os salários dos servidores do Poder Executivo estadual são depositados integralmente até o quinto dia útil de cada mês, com antecipações em algumas ocasiões. A gestão de Simões assegurou que a regularidade será mantida até o fim do mandato.
Durante a primeira reunião de transição, Simões já havia anunciado que pretendia deixar a folha salarial de dezembro quitada antes de entregar o comando do estado a Cleitinho.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAtritos entre Simões e Cleitinho
A situação financeira de Minas Gerais tem sido um dos principais pontos de atrito entre o atual governador e seu sucessor. Em 15 de outubro, Cleitinho fez duras críticas a Simões durante um pronunciamento no Congresso Nacional e cobrou transparência na transição.
“Espero que você não faça sacanagem comigo. Fazer sacanagem comigo, não é comigo, é com o povo”, afirmou o governador eleito.
Na ocasião, Cleitinho reclamou de declarações atribuídas a Simões sobre a possibilidade de o estado registrar um déficit de quase R$ 10 bilhões e enfrentar dificuldades para pagar os servidores em janeiro.
O governador eleito também pediu que o adversário deixasse de lado a “vaidade, o ego e a raiva” e evitasse medidas que pudessem comprometer as contas públicas da próxima gestão.
