Sete médicos são indiciados por morte de jovem com diagnóstico errado

A PCMG reuniu prontuários, documentos técnicos e depoimentos que indicaram falhas sucessivas na condução do atendimento médico

atualizado

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Foto ilustrativa de médico segurando estetoscópio e usando jaleco, de braços cruzados - Metrópoles
1 de 1 Foto ilustrativa de médico segurando estetoscópio e usando jaleco, de braços cruzados - Metrópoles - Foto: Unsplash/Reprodução

Belo Horizonte – Sete médicos foram indiciados por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) após investigação sobre a morte de uma adolescente registrada em 25 de novembro de 2025, em um hospital de Itaúna, no Centro-Oeste mineiro.

De acordo com as apurações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a jovem procurou atendimento pela primeira vez no dia 20 de novembro, reclamando de fortes dores na região abdominal. Na ocasião, ela foi diagnosticada com gastroenterite viral e recebeu alta médica sem passar por exames complementares.

Jovem voltou ao hospital outras vezes

Nos dias seguintes, a adolescente retornou outras quatro vezes à unidade de saúde e foi atendida por profissionais diferentes. Conforme apontado pela investigação, o diagnóstico inicial continuou sendo adotado ao longo dos atendimentos, mesmo com a continuidade e piora dos sintomas apresentados pela paciente.

A Polícia Civil destacou que não houve aprofundamento na investigação clínica durante esse período. Somente no dia 23 de novembro, após a realização de exames laboratoriais e uma tomografia, foi identificado um quadro de apendicite aguda.

A cirurgia foi feita na madrugada do dia 24 de novembro de 2025, mas, segundo o inquérito, a adolescente já apresentava perfuração do apêndice e um quadro de peritonite. Ela morreu no dia seguinte em decorrência de choque séptico.

Investigação apontou falhas no atendimento

Durante as apurações, a PCMG reuniu prontuários, documentos técnicos e depoimentos que indicaram possíveis falhas sucessivas na condução do atendimento médico prestado à adolescente.

Entre os pontos levantados pela investigação estão a ausência de exames nos primeiros atendimentos e a demora na adoção de medidas consideradas adequadas diante da evolução do quadro clínico da paciente.

O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas legais cabíveis.

O hospital e os médicos ainda não se manifestaram. O espaço está aberto.

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