Servidores denunciam atrasos em reposição de greve; PBH diz que vai pagar
Sindicato diz que servidores ainda não receberam valores; Prefeitura de BH afirma que pagamentos seguem após revisão dos dados

Belo Horizonte – O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-REDE/BH) denunciou, nesta quinta-feira (24/9), falhas no pagamento dos valores referentes à reposição dos dias parados durante a greve dos trabalhadores da educação municipal, realizada entre abril e junho deste ano. Segundo a entidade, parte dos profissionais que cumpriram a reposição ainda não recebeu os valores correspondentes.
Durante a paralisação, os servidores tiveram descontos nos salários referentes aos dias parados. De acordo com o sindicato, trabalhadores que fizeram a reposição de parte da greve em julho esperavam receber os valores no pagamento realizado em setembro, mas o dinheiro não foi depositado para todos.
A Prefeitura de Belo Horizonte, por outro lado, afirma que o pagamento dependeu de etapas de conferência, apuração e revisão dos dados de frequência dos servidores. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SMED), o primeiro grupo de profissionais já recebeu os valores em uma folha complementar creditada em 21 de setembro.
Ainda conforme a Prefeitura, esse primeiro pagamento contemplou 5.726 matrículas de servidores. A administração municipal afirma que outro grupo terá os valores incluídos na folha de setembro, com crédito previsto para outubro.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA divergência está justamente nos casos que ainda não foram contemplados. O Sind-REDE afirma que uma parcela significativa dos trabalhadores continua sem receber os valores mesmo após a folha complementar. Para a entidade, os problemas administrativos prolongam os prejuízos provocados pelos descontos durante a greve.
Professores relatam impacto nos salários
Além dos valores referentes à reposição, o sindicato afirma que profissionais da Educação enfrentaram cortes de ponto relacionados à greve e a suspensão de extensões de jornada. Segundo o Sind-REDE, alguns professores chegaram a receber menos de R$ 1 mil em um mês. Em um dos casos relatados à entidade, uma professora teria recebido apenas R$ 20.
A Prefeitura de BH sustenta que as situações que ainda apresentam divergências nos dados de frequência permanecem em apuração. A SMED afirma que, depois da regularização dessas informações, os valores considerados devidos serão pagos aos servidores.
Para o Sind-REDE, no entanto, a demora na regularização compromete o orçamento doméstico dos trabalhadores, que já teriam sido afetados pelos descontos nos vencimentos. O sindicato também afirma que as falhas podem dificultar a organização e o fechamento do ano letivo.
A entidade cobra que a Prefeitura de BH regularize os pagamentos dos profissionais que cumpriram a reposição e afirma que acompanha a situação para avaliar novas medidas políticas e jurídicas.
A administração municipal não informou quantos servidores ainda aguardam a conclusão da apuração nem uma data para a quitação de todos os casos pendentes. A prefeitura afirmou apenas que os valores devidos serão pagos após a regularização das divergências encontradas nos registros de frequência.



