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Minas Gerais

Sargento preso por morte de capitã atuou na segurança da residência de Zema

Suspeito de morte de capitã já atuou na segurança da residência de Zema, de acordo com o presidente da Associação dos Praças

21/07/2026 14:44, atualizado 21/07/2026 20:02
Reprodução/redes sociais
3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG

Belo Horizonte – A Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (ASPRA/PMBM) divulgou nota para informar que o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, suspeito da morte da capitã da PMMG Michele Leão Azevedo, de 41 anos, não faz parte do quadro da diretoria da Associação. Ainda segundo a associação, o sargento atuou na segurança da residência do ex-governador Romeu Zema (Novo).

O Governo de Minas, em nota, argumentou que o sargento não integrou a equipe de segurança pessoal do chefe do Poder Executivo, não possuía qualquer vínculo funcional com o governador e nem foi empregado em sua proteção.

“Cabe esclarecer que o sargento serviu no Batalhão de Polícia de Guardas (BPG) da Polícia Militar de Minas Gerais, entre 2015 e 2023, unidade que, entre suas atribuições, realiza o policiamento ostensivo de sedes de órgãos públicos e de residências oficiais”, cita nota.

A nota também esclarece que em razão da rotatividade das escalas de serviço, “o militar pode ter atuado em postos dessa natureza, o que não se confunde, em nenhuma hipótese, com integrar o Gabinete Militar ou exercer a segurança pessoal de autoridades”, diz.

De acordo com o sargento Bahia, presidente da Associação, o suspeito da morte da capitã, Eduardo Abner foi desligado da entidade por problema disciplinar, “por infringir regras”.

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Ainda de acordo com Bahia, algumas postagens foram retiradas do site da instituição, para retirar o vínculo de Eduardo com a Aspra, após a divulgação do crime. Eduardo Abner foi diretor jurídico da ASPRA/PMBM.

Nota da Aspra-MG sobre o Sargento Eduardo Abner
Nota da Aspra-MG sobre o Sargento Eduardo Abner

Sobre o crime

O sargento Eduardo Abner foi preso na noite dessa segunda-feira (20/7), em BH, após levar a esposa, já sem vida, ao Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste. Ela tinha várias lesões pelo corpo. Ele relatou à equipe médica que a companheira havia caído da escada, mas os profissionais do hospital desconfiaram, ligaram para o 190 e acionaram a polícia. Eduardo foi preso preventivamente.

Segundo o boletim de ocorrência, Eduardo afirmou que, na véspera, o casal promoveu uma festa em casa com amigos. De acordo com o relato dele, ambos consumiram grande quantidade de bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy.

Durante a entrevista com policiais militares, Eduardo pediu para ir ao banheiro e descartou uma caixa com 18 comprimidos de ecstasy na lixeira.

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A capitã chegou morta ao hospital
Sargento leva companheira desacordada
Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada
3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG
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3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG

Reprodução/redes sociais
A capitã chegou morta ao hospital
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A capitã chegou morta ao hospital

Reprodução/PMMG
Sargento leva companheira desacordada
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Sargento leva companheira desacordada

Câmera de segurança/reprodução
Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada
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Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada

Câmera de segurança/reprodução

Eduardo Abner Pereira de Oliveira segue preso e à disposição da Justiça. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) afirmou, nesta terça-feira (21/7), que a presença de uma “lesão aparente muito contundente na face” da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos, foi um dos elementos que embasaram a prisão em flagrante do sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37, por feminicídio.