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Minas Gerais

Sapo cururu atacado por cão em MG recebe tratamento em universidade.

Apesar de vários problemas de saúde, o animal não fez cirurgias, se recupera bem e poderá ser solto na natureza até este sábado (10/10)

08/10/2026 17:01

Belo Horizonte – Um sapo cururu está sendo tratado no setor de animais silvestres da Universidade Federal de Uberlândia, após ser atacado por um cão, no dia 17 de setembro. Apesar de vários problemas de saúde, o animal não passou por cirurgias, se recupera bem e poderá ser solto na natureza até o próximo sábado (10/10), de acordo com o coordenadora do setor, professor Márcio de Barros Bandarra.

“Ele tinha uma úlcera de córnea, que acaba o tratamento hoje. Vamos fazer o teste e se não tiver mais, o sapo deve voltar pra natureza entre amanhã e sábado”, afirma o professor.

O professor relatou que o sapo chegou à Universidade com feridas leves na pele, ele não conseguia ficar reto, que é uma sintomatologia nervosa. Além disso, o professor contou ao Metrópoles que o sapo cururu tinha intoxicação por amônia.

“A gente conseguiu diagnosticar, então, que ele tinha uma intoxicação por amônia, né. Ele não conseguiu excretar essa substância, fazer a troca com o ambiente. E aí esse acúmulo levou a essa sintomatologia nervosa que ele tinha”, esclarece Bandarra.

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Após o bicho ser submetido a um raio-x, foi constatado uma constipação, e por isso o anfíbio não conseguia defecar, e ele também tinha uma luxação na patinha, como explica o professor.

“Durante o raio-x a gente percebeu que ele estava com constipação, que ele não conseguia defecar, né, então ele tem aquela dificuldade em defecar o acúmulo de fezes. E também que ele tinha uma luxação na patinha, no dedinho”, detalha o professor.

Ele passou por tratamento tanto das feridas da pele, da constipação e da luxação e não foi necessária intervenção cirúrgica. Ao fazerem novo raio-x, os veterinários perceberam que a luxação havia sido resolvida.

“Melhoramos o ambiente dele todo também, né, então a gente já conseguiu controlar a umidade pra que ele fizesse a troca de amônia. E aí ele começou a apresentar melhora da sintomatologia nervosa. Também esses dias todos ele já melhorou o processo de constipação, então ele já curou, e a luxação depois, no próximo raio-x, já foi resolvida”, explicou o veterinário.

O único problema que ainda preocupa os veterinários é uma úlcera na córnea, cujo tratamento finaliza nesta quinta-feira (8/10).

“Ele tinha uma ulcera de córnea, que acaba o tratamento hoje, vamos fazer o teste e se não tiver mais ele deve voltar pra natureza entre amanhã e sábado”, prevê o professor.

Sobre o recebimento de sapos no setor de animais silvestres

O professor Márcio disse que a clínica não costuma receber sapos para tratamentos. Esse em específico eles receberam porque a tutora do cão que atacou o anfíbio levou o animal até a clínica porque havia os machucados provocados no ataque.

“Com relação à clínica, a gente não costuma receber (sapos). A gente deveria até receber mais quando a população encontra, mas a gente não tem o hábito de receber isso de forma constante”, disse ele.