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Minas Gerais

Quem era a mineira que morreu ao salvar criança de afogamento nos EUA

Natural de Minas Gerais, Priscila Santos deixou o marido e dois filhos, de 9 e 3 anos; a mineira morreu na véspera de completar 34 anos

28/08/2026 13:27
Reprodução/Redes sociais
Quem era a mineira que morreu ao salvar criança de afogamento nos EUA

Belo Horizonte — Mãe de dois filhos, trabalhadora e descrita pelos amigos como uma mulher alegre, forte e generosa. Assim era Priscila Alvares Pereira dos Santos, mineira que morreu após salvar uma menina de 9 anos que se afogava no Rio Delaware, nos Estados Unidos.

Priscila vivia em Nova Jersey com o marido, Alex Cândido do Nascimento, e os dois filhos do casal, de 9 e 3 anos. Ela havia se mudado para os Estados Unidos há cerca de cinco anos em busca de melhores condições de vida para a família e trabalhava com limpeza de casas.

Segundo relato publicado em uma campanha de arrecadação criada para ajudar a família, os filhos eram o centro da vida da mineira. Priscila gostava de levá-los para passear em parques, praias e lagos e era lembrada por pessoas próximas como alguém sempre disposta a ajudar.

“Priscila era uma mãe e esposa dedicada, uma mulher de fé, uma amiga leal e uma pessoa extremamente trabalhadora”, diz o texto da campanha.

O filho mais novo, de 3 anos, é autista e ainda não fala. De acordo com a família, Priscila tinha papel central nos cuidados diários, na comunicação e na rotina da criança.

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EUA: brasileira morre ao salvar criança e corpo é achado em seu aniversário

Tragédia

Priscila morreu na tarde de segunda-feira (24/8), após perceber que uma menina brasileira-americana de 9 anos estava em perigo no Rio Delaware, próximo a Delran, em Nova Jersey.

Ela entrou na água, alcançou a criança e conseguiu ajudá-la a se aproximar da margem. Outras pessoas retiraram a menina do rio em segurança, mas Priscila não conseguiu retornar e desapareceu na água.

Após horas de buscas, o corpo da mineira foi encontrado na manhã de terça-feira (25/8), a cerca de 6 metros da praia no Parque da Ilha Amico. A data em que o corpo foi localizado seria justamente o aniversário de 34 anos de Priscila.

O chefe de polícia de Delran, Matthew Gasper, classificou a brasileira como uma heroína. O marido também destacou a coragem da mulher e afirmou, em entrevista à imprensa norte-americana, que ela deu a própria vida para salvar uma criança.

Família pede ajuda

Com a morte de Priscila, Alex passou a cuidar sozinho dos dois filhos. Amigos e familiares criaram uma vaquinha para auxiliar nas despesas do funeral, moradia, alimentação, cuidados das crianças e acompanhamento do filho mais novo.

A arrecadação também pretende ajudar a garantir recursos para a educação futura dos dois filhos.

“Priscila ajudou outra criança a voltar para casa. Agora, pedimos a todos que puderem que nos ajudem a cuidar do futuro dos dois filhos para quem ela não pôde voltar”, diz a campanha.