Quaest: os quatro pré-candidatos mineiros estão tecnicamente empatados
Genial/Quaest mostram que, entre os doze pré-candidatos a presidente, os quatro de Minas Gerais estão tecnicamente empatados
atualizado
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Belo Horizonte – Os quatro mineiros que são ou podem se tornar pré-candidatos à Presidência da República estão tecnicamente empatados nas intenções de voto em 1º turno, mostra pesquisa divulgada nesta quarta-feira (10/6) pela Genial/Quaest. A pesquisa indicou doze nomes na disputa estimulada, que é liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39%, seguido de Flávio Bolsonaro, com 29%.
Entre os nascidos em Minas, os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Aécio Neves (PSDB) aparecem com 2%, um ponto percentual a frente do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (DC); e da dentista Samara Martins (UP). Com a margem de erros estimada em dois pontos percentuais para mais ou menos, todos estão tecnicamente empatados.
Veja o cenário de 1º turno pesquisado pela Quaest e divulgado nesta quarta:
- Lula: 39%
- Flávio Bolsonaro: 29%
- Ronaldo Caiado: 3%
- Renan Santos: 3%
- Aécio Neves (PSDB): 2%
- Romeu Zema: 2%
- Augusto Cury (Avante): 1%
- Joaquim Barbosa (DC): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 0%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Heró Bezerra (PRTB): 0%
- Indecisos: 10%
- Branco, nulo ou não irão votar: 9%
Visando a disputa, Zema vem realizando uma série de ações em outros estados, principalmente Goiás, São Paulo e Santa Catarina, para tornar seu nome mais conhecido do eleitorado. A presença nas redes sociais, incluindo a série “Os Intocáveis”, que critica ministros do STF, também faz parte da estratégia do mineiro.
A campanha está sendo comandada pelo marqueteiro Renato Pereira, que já foi responsável por campanhas exitosas de diversos políticos de centro-direita e direita, como os ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) e Luiz Fernando Pezão (MDB); além do prefeito Eduardo Paes (à época no MDB, hoje no PSD).
Já entre as derrotadas, Pereira comandou a de Marcelo Freixo (à época no Psol, hoje no PT), que foi derrotada por Cláudio Castro (PL).
Já Aécio Neves, que ainda avalia entrar na disputa, mas já conta com o apoio do Cidadania, partido que faz parte da federação junto ao PSDB, e da aliança Solidariedade e PRD, ainda está buscando conversas com lideranças políticas para avaliar melhor o cenário.
O deputado federal Alex Manente, presidente do Cidadania, vê no mineiro uma chance de “superar a polarização”. Esta seria a segunda vez que Neves tentaria disputar o cargo. Na primeira, em 2014, ele foi derrotado pela então presidente Dilma Rousseff (PT).
O mineiro de Paracatu, no Noroeste do estado, Joaquim Barbosa se filiou ao Democracia Cristã em maio deste ano com o intuito de disputar o cargo de presidente. Apesar da intenção, a pré-campanha ainda demonstra uma certa timidez se comparada com os outros postulantes. O jurista aparece como alternativa ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rabelo que vem se desentendendo com a direção da sigla.
Apenas o perfil oficial da legenda nas redes sociais vem fazendo publicações trazendo manifestos dos diretórios estaduais pela candidatura de Barbosa e vídeos feitos por Inteligência Artificial recordando que o único presidente que o Brasil teve até o momento foi Nilo Peçanha.
Já Samara Martins, que trabalha no Sistema Único de Saúde (SUS) do Rio Grande do Norte e é nascida em Belo Horizonte, vem participando de uma série de agendas com a militância e com lideranças sociais, já tendo passado por Maranhão, Santa Catarina, além do estado onde reside.
Outros candidatos
Completam a lista dos pré-candidatos, Renan Santos (Missão), o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3%; Augusto Cury (Avante), com 1%; Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram. Os indecisos foram 10% e os brancos, nulo ou que não vão votar representam 9%.
Metodologia
O levantamento foi encomendado pelo Banco Genial e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-07661/2026.
