
PT encaminha candidatura de Patrus em MG e agora busca ampliar aliança
Deputado petista vê Patrus Ananias como nome forte para liderar frente ampla com PSB, PDT e MDB

Belo Horizonte – A decisão da direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) de lançar o deputado federal Patrus Ananias como candidato ao governo de Minas Gerais, anunciada nesta quarta-feira (15/7), parece ser o fim de uma longa novela e está sendo vista com otimismo lideranças petistas no estado, que o consideram como nome com capacidade para conquistar uma frente ampla. Os partidos que poderiam compor com o PT, porém, ainda estão fazendo jogo duro.
A avaliação do também deputado federal Rogério Correia (PT-MG), nome importante do partido em Minas, é que Patrus é um nome testado, que tem votação comprovada e que pode ser capaz de aglutinar outras legendas.
“O que a gente espera agora é que tanto o PSB, MDB e quem sabe o PDT possam vir a compor uma frente mais ampla com a gente”, convocou Correia.
O problema é que, no momento, os três partidos possuem pré-candidatos ao cargo. O ex-prefeito de BH Alexandre Kalil (PDT), o ex-presidente da Câmara de BH Gabriel Azevedo (MDB), e o ex-procurador Jarbas Soares (PSB).
Como o PT chegou ao nome de Patrus para disputar o governo de Minas
- Plano A era Rodrigo Pacheco: o PT passou meses tentando convencer ex-presidente do Senado a disputar o governo de Minas com apoio de Lula, mas ele recusou
- Marília Campos também disse não. A ex-prefeita de Contagem, um dos nomes mais defendidos pela militância, preferiu manter sua pré-candidatura ao Senado
- Outros nomes perderam força: lideranças como Rogério Correia e Sandra Goulart chegaram a ser cogitadas, mas as articulações não avançaram
- Diante do impasse e da proximidade das convenções, a direção nacional do PT passou a conduzir a definição do candidato em Minas
- Patrus ganha força pela experiência. Ex-prefeito de Belo Horizonte, ex-ministro de Lula e Dilma e deputado federal, foi escolhido por ser um nome conhecido e com capacidade de dialogar com aliados
- A novela do candidato terminou; começa a novela das alianças, pois os aliados mais desejados, MDB, PDT e PSB, já têm seus próprios planos
A avaliação petista é que, além de um político experimentado, Patrus tem um histórico de amizade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tendo sido ministro do Desenvolvimento Social durante a sua gestão, e ministro de Desenvolvimento Agrário da gestão de Dilma Rousseff. Esse histórico pesou para ele ser abençoado em Brasília enquanto o diretório mineiro batia cabeça entre vários nomes.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesInternamente, porém, alguns militantes petistas acreditam que o partido perdeu a oportunidade construir uma nova liderança, uma reclamação recorrente ao longo dos últimos anos.
Correia justificou a decisão por um nome mais experiente devido a demora da definição do senador Rodrigo Pacheco (PSB). “Como ficamos esperando muito tempo o Rodrigo Pacheco, nós temos agora que nos debruçar com nomes que já tem uma tradição maior e já testados nas urnas”, afirmou.
Fechado ou não?
Apesar da posição nacional, o PT mineiro ainda vê com cautela a decisão e afirmou que aguarda uma agenda entre Patrus e Lula para oficializar o parlamentar como o nome na urna em MG.
Ainda assim, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, um dos nomes que se recusaram a encarar a disputa, afirmou que, caso seja confirmada a candidatura, o político tem credibilidade para encarar uma campanha deste tamanho.
“Caso se confirme a articulação para que Patrus seja o candidato do PT ao Governo de Minas, pretendo estar ao lado dele no palanque do presidente Lula. Patrus é uma liderança estadual e nacional, foi prefeito, deputado federal e ministro. Tem credibilidade e uma trajetória amplamente conhecida pelos mineiros”, afirmou Marília.
O primeiro apoio
Apesar de ainda não ter uma aliança oficializada com o PT, o Psol mineiro celebrou a escolha de Patrus Ananias e defendeu apoio a candidatura de Áurea Carolina ao Senado.
“Com Patrus no governo, Áurea Carolina e Marília Campos disputando as duas cadeiras do Senado e nomes expressivos para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados, Minas Gerais tem a chance de eleger a bancada progressista mais forte de sua história. Esse é o projeto que o PSOL Minas Gerais está pronto para construir e defender junto à sua federação com a Rede, e aos demais partidos do campo”, afirmou o partido, por meio de nota.



