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Eleições 2026Minas Gerais

PT e aliados querem Marília candidata ao governo de MG, mas ela resiste

Definição do PT por candidatura própria fez grupos e aliados acabassem concordando que, neste cenário, Marília Campos é o melhor nome

26/06/2026 02:30
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Reprodução/Instagram
Marília Campos

Belo Horizonte – Após decidir construir uma candidatura própria ao governo de Minas, o Partido dos Trabalhadores (PT) mineiro busca persuadir a ex-prefeita de Contagem Marília Campos a aceitar largar a disputa ao Senado e concorrer ao Executivo. O caminho não é fácil, mas, por diversos motivos, políticos da federação encabeçada pelo PT vêm nela a melhor solução para o entrave após a recusa do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em disputar o cargo e ser o palanque de Lula no estado.

Antes da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) junto a lideranças estaduais, diferentes alas do partido defendiam apoio a nomes de fora, como os de Alexandre Kalil (PDT), Gabriel Azevedo (MDB) e Josué Gomes (PSB), mas, com a atual situação, os grupos internos apontam Marília como a melhor alternativa.

O problema é que Marília resiste e expõe publicamente que vê na decisão do partido por candidatura própria um equívoco.

Um petista mencionou que a disputa está aberta e que o partido tem força de arrancada, estimada em 20% dos votos, 24 deputados, aliados fortes e habilidade para construir alianças.

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Montagem com Marília Campos, Rogério Correia e Sandra Goulart
Pré-candidato pelo MDB, Gabriel Azevedo
Marília Campos, ex-prefeita de Contagem
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Marília Campos, ex-prefeita de Contagem

Reprodução/Redes Sociais
Montagem com Marília Campos, Rogério Correia e Sandra Goulart
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Montagem com Marília Campos, Rogério Correia e Sandra Goulart

Willian Dias/ALMG; Thiago Cristino / Câmara dos Deputados; Alexandre Netto/ALMG
Pré-candidato pelo MDB, Gabriel Azevedo
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Pré-candidato pelo MDB, Gabriel Azevedo

Abraão Bruck/CMBH

“As alianças de Contagem não são feitas com os partidos municipais, são feitas com os partidos estaduais, pelo tamanho da cidade. Em Contagem, a aliança da Marília é mais ampla que a do Lula. Sem contar os 14 deputados do partido dela, somados os aliados e quem vir junto, sem dúvida é a que tem mais potência na base da chapa”, avaliou a fonte.

Já o Partido Verde (PV) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) afirmam que ainda é necessário aguardar a definição do nome para avançar nas alianças.

Entretanto, sobre condição de anonimato, alguns filiados afirmam que se a candidatura for da Marília Campos o cenário é mais tranquilo, mas outro nome pode tornar a disputa eleitoral mais tortuosa.

A pressão sobre a pré-candidata ao Senado não é de agora, desde que os interessados em participar do pleito apresentaram seus nomes, houve um desejo de alguns grupos de que ela concorresse ao Palácio Tiradentes. Já nesta época, várias lideranças conversaram com ela para que revisse a posição, algo que não aconteceu.

A resistência de Marília

Marília nunca deu indícios de que mudaria seus planos e considerou a pressão para que ela deixe a concorrência ao Legislativo como uma tentativa de “fogo amigo”. Em outrora, pessoas próximas alegaram que ela chegou a mencionar, uns dizem que com tom bem humorado, que se a insistência prosseguisse, ela não concorreria a nada.

A petista classificou a decisão eleitoral de lançar uma candidatura própria de “equívoco estratégico” e defendeu a construção de uma frente ampla junto ao PSB, MDB, Psol, PDT e Rede. Em meio a essa discussão, a parlamentar segue viajando pelo Estado com sua campanha a Casa Alta do Legislativo, visitando municípios da região central, Jequitinhonha e norte.

Os que torcem pela mudança, acreditam que Lula e o presidente nacional do partido, Edinho Silva, conseguirão convencê-la a rever a decisão.