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Minas Gerais

Professores de escolas particulares mantêm greve em BH

Em assembleia realizada nesta sexta-feira (18/9), professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região decidiram continuar a greve

18/09/2026 12:36
Sinpro/MG/ Divulgação
Mais de 700 professores participam de assembleia e mantêm greve em BH

Belo Horizonte — Professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta sexta-feira (18/9), que reuniu mais de 700 professores de dezenas de instituições de ensino.

De acordo com o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG), os docentes voltaram a rejeitar a proposta do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe-MG) de dividir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) entre educação básica e ensino superior a partir de 2027. Atualmente, a CCT abrange todos os níveis de ensino. A paralisação começou nessa quarta (16/9).

A Convenção Coletiva é o acordo que estabelece direitos da categoria, como salários e benefícios. Atualmente, um único documento reúne as regras para os professores das diferentes etapas de ensino.

Os professores defendem a renovação da atual Convenção sem alterações e um reajuste salarial de 3,77%, correspondente à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

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Uma nova assembleia foi marcada para terça-feira (22/9), às 9h30, quando a categoria vai avaliar novamente a continuidade da greve.

Antes disso, uma audiência de mediação está marcada para segunda-feira (21/9), às 14h30, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), para discutir o impasse. Durante a audiência, os professores pretendem realizar um ato em frente ao Tribunal.

Os representantes das escolas afirmam que só fecham um acordo da campanha salarial caso os professores aceitem dividir a Convenção Coletiva.

Já os professores argumentam que a separação pode enfraquecer a negociação conjunta da categoria e colocar em risco direitos já conquistados, como bolsas de estudo e a isonomia salarial — princípio que garante salários iguais para profissionais que exercem as mesmas funções nas mesmas condições.