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Minas Gerais

PF prende homem com mais de 1,6 mil arquivos de abuso infantil em MG

Operação da PF em São Francisco apreendeu celular e outros materiais que serão analisados pela perícia com imagens de abuso infantil

23/06/2026 13:52
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Polícia Federal/Divulgação
viatura da Polícia Federal

Belo Horizonte – A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (23/6), uma operação para combater o armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil no município de São Francisco, no Norte de Minas. Durante a ação, um homem de 22 anos foi preso em flagrante na zona rural do município.

A investigação aponta que o suspeito mantinha fotografias e vídeos com cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. O material apreendido será submetido à perícia criminal.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações indicaram que o investigado armazenava conteúdos ilícitos em servidores de armazenamento on-line. Somente em fevereiro deste ano, teriam sido identificados 139 arquivos desse tipo vinculados ao suspeito.

A descoberta motivou o pedido de busca e apreensão, autorizado pela Justiça e cumprido nesta terça-feira.

Celular continha cerca de 1.600 mídias suspeitas

Durante o cumprimento do mandado, os policiais encontraram no celular do investigado aproximadamente 1.600 arquivos considerados suspeitos. Entre os materiais localizados estão fotografias e vídeos que podem conter cenas de abuso sexual infantojuvenil.

Todo o conteúdo recolhido será analisado por especialistas da perícia criminal para confirmar a natureza dos arquivos e auxiliar no andamento das investigações.

viatura da Polícia federal em Francisco Sá
Os policiais encontraram no celular do investigado aproximadamente 1.600 arquivos considerados suspeitos de abuso infantil

Crime previsto no ECA

Segundo a Polícia Federal, a conduta investigada se enquadra, em tese, no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do armazenamento de material contendo cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.

A pena prevista para esse tipo de crime varia de um a quatro anos de reclusão, além do pagamento de multa. As investigações continuam para identificar a origem dos arquivos e verificar a possível participação de outras pessoas no compartilhamento ou armazenamento do material.