Pacheco não confirma nada, mas entra no PSB com discurso de candidato
Senador Rodrigo Pacheco entrou no PSB falando sobre os problemas de Minas Gerais, onde pode ser candidato e apoiar Lula
atualizado
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A filiação do senador Rodrigo Pacheco no PSB, na noite desta quarta-feira (1º/4), não teve confirmação da pré-candidatura dele ao governo de Minas Gerais, mas teve forte tom de campanha.
Pacheco, cujo mandato de senador está terminando, considerou deixar a vida pública ao não ser escolhido pelo presidente Lula (PT) para uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas agora atende ao apelo do petista para ingressar em um partido que possa abrigar uma nova aventura eleitoral.
O senador resiste em falar de candidatura porque quer conversar, sentir a base do PSB em Minas e ver se será possível construir uma campanha competitiva contra a máquina da direita, que se divide entre o governador Mateus Simões (PSD), o senador Cleitinho (Republicanos) e uma possível candidatura do PL.
Ao falar na sede do PSB em Brasília ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente da legenda, João Campos, porém, Pacheco vestiu a camisa de pré-candidato.
Pacheco falou dos problemas de Minas “uma dívida de R$ 200 bilhões” e o “sucateamento da máquina pública”, criticou o “negacionismo” na pandemia e disse que a ruptura democrática “ainda é um risco” no Brasil.
O novo filiado ao PSB também afirmou que, no período em que esteve na presidência do Congresso Nacional, enfrentou uma crise em que “morreram 750 mil brasileiros e brasileiras”, referindo-se à pandemia de Covid-19, e citou a resistência à vacinação.
Para quem espera uma decisão rápida agora que ele decidiu ao menos o partido, porém, ficou o recado: a construção política em Minas deverá seguir pelos “próximos meses”.
