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Minas Gerais

Operação investiga esquema de corrupção na Câmara de Santa Luzia

MPMG e Polícia Civil cumpriram mandados de prisão e de busca contra investigados por fraudes em licitações e contratos públicos

21/07/2026 16:45
Polícia Civil MG/Divulgação
Operação investiga esquema de corrupção na Câmara de Santa Luzia

Belo Horizonte – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Civil deflagraram, na manhã desta terça-feira (21/7), a Operação Arremate, que investiga um suposto esquema de corrupção e fraudes em licitações na Câmara Municipal de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados e a empresas. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores e autorizou o acesso a dados armazenados em dispositivos eletrônicos apreendidos.

A ação é um desdobramento da Operação Caixa Dourada, deflagrada em setembro de 2025, que apura irregularidades envolvendo contratos públicos no Legislativo municipal.

Investigação aponta direcionamento de contratos

Segundo o Ministério Público, os investigados são suspeitos de praticar crimes como corrupção passiva, contratação direta ilegal, fraude em licitação, frustração do caráter competitivo de licitações, peculato eletrônico e fraude processual.

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As investigações apontam que contratos públicos teriam sido direcionados mediante pagamento de propina e por meio do fracionamento irregular de contratações, com a participação de agentes públicos e fornecedores.

De acordo com o MPMG, a apuração reúne mensagens obtidas em aparelhos eletrônicos, documentos administrativos e informações financeiras que reforçam os indícios de irregularidades.

Operação Arremate, que investiga um suposto esquema de corrupção e fraudes em licitações na Câmara Municipal de Santa Luzia
As investigações apontam que contratos públicos teriam sido direcionados mediante pagamento de propina

Justiça cita risco às investigações

Ao decretar as prisões preventivas, a 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Santa Luzia considerou que havia risco para o andamento das investigações, diante de indícios de tentativa de destruição de provas, possível influência sobre testemunhas e risco de continuidade das práticas investigadas.

Em relação a outro investigado, a Justiça determinou medidas cautelares, como a suspensão do exercício da função pública na Câmara Municipal de Santa Luzia e a proibição de contato com os demais investigados e testemunhas.

As investigações continuam para identificar a extensão dos prejuízos aos cofres públicos e apurar a responsabilidade criminal de todos os envolvidos.

presidente da Câmara, Glayson Johnny
As investigações continuam para identificar a extensão dos prejuízos aos cofres públicos; Câmara se manifesta sobre operação

A Câmara Municipal de Santa Luzia se manifestou

Em nota lida em plenário e transmitida pelo canal do Youtube, o presidente da Câmara, Glayson Johnny, afirmou que os alvos da operação são ex-servidores que deixaram seus cargos em 31 de dezembro de 2024 e que a investigação não envolve contratos, atos ou agentes da atual gestão de 2025 e 2026. Segundo ele, a operação também não foi realizada nas dependências da Câmara de Santa Luzia.

Glayson reiterou que a Câmara Municipal de Santa Luzia sob sua gestão respeita as autoridades e os órgão de controle externo e reafirma o compromisso da atual gestão com a legalidade e transparência.

 Câmara Municipal de Santa Luzia
Ex-servidores são alvos de operação do Ministério Público de Minas Gerais

Posicionamento da Prefeitura de Santa Luzia

A Prefeitura de Santa Luzia tomou conhecimento da operação Arremate e em nota afirmou que acompanha o caso e que a operação não tem relação com o Poder Executivo Municipal e também afirmou que não compactua com práticas que contrariem a legalidade, a ética e a transparência na administração.

“A Administração Municipal acompanha o caso com atenção e aguarda o andamento das investigações e os esclarecimentos oficiais dos órgãos responsáveis. A Prefeitura ressalta que a operação divulgada não tem relação com o Poder Executivo Municipal e reafirma que não compactua com qualquer prática que contrarie os princípios da legalidade, da ética e da transparência na administração pública”, cita.

Em nota, a prefeitura também reforça a confiança no trabalho das autoridades e espera que os fatos sejam esclarecidos e que a lei seja aplicada com rigor.

“Caso sejam comprovadas irregularidades e a participação dos investigados, que a lei seja aplicada com o devido rigor, sempre respeitando o devido processo legal, a ampla defesa e a presunção de inocência”, diz nota