Namorada denunciou suspeito de furtar casa de pai de Vorcaro em MG
A namorada do suspeito teria acionado a polícia durante discussão; ao chegar ao local, militares encontraram pertences de vítimas de furto

Belo Horizonte — O furto na casa de alto padrão do empresário Henrique Vorcaro, em um condomínio de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi descoberto após a namorada do suspeito acionar a polícia por causa de uma discussão entre o casal. Ao chegar ao local, os militares encontraram pertences de vítimas, incluindo cartões bancários.
A corporação ainda informou que encontrou um cofre arrombado, celulares, roupas com etiquetas, além de uma balaclava e uma máscara na casa do suspeito.
Com os objetos encontrados, o homem foi preso inicialmente por receptação. Posteriormente, as investigações confirmaram que ele havia invadido a casa de Hernique Vorcaro na madrugada anterior. Segundo a Polícia Civil, nesta quarta-feira (24/6), ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após audiência de custódia.
A estimativa atualizada do prejuízo é de cerca de R$ 5 milhões. De acordo com as investigações, o suspeito teria feito várias viagens para retirar os bens do condomínio. Entre os itens levados estão joias, relógios de alto valor, uma arma de fogo, bolsas, calçados e cartões bancários.
O caso segue sob investigação do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri).
“Neste momento, os trabalhos estão concentrados na localização dos bens ainda não recuperados e da arma de fogo subtraída, bem como na identificação de possíveis receptadores envolvidos na ocultação e comercialização dos objetos provenientes do crime”, disse a PCMG.
Vorcaro preso
Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal (PF) em 14 de junho de 2026, em Nova Lima. A prisão ocorreu durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga uma suposta organização criminosa ligada ao escândalo do Banco Master.
Segundo a PF, Henrique teria participação em um grupo responsável por contratar serviços de intimidação, monitoramento e invasão de dispositivos eletrônicos contra pessoas consideradas de interesse da organização.


