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Minas Gerais

Mulher que forjou próprio sequestro e pediu R$ 14 mil é solta em BH

A alegação do juiz para a liberdade provisória levou em consideração o fato de a mulher ser réu primária e não ter antecedentes criminais

26/08/2026 14:51
Redes Sociais / Reprodução
Mulher forja sequestro é é presa em BH

Belo Horizonte – Aline Alves Quirino, de 40 anos, presa nessa segunda-feira (24/8), suspeita de forjar o próprio sequestro para extorquir a família, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (26/8) e recebeu liberdade provisória. A fundamentação do juiz levou em consideração o fato da mulher ser réu primária e na ausência de registros criminais anteriores. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi favorável à soltura de Aline.

Para que Aline Alves Quirino possa responder ao processo em liberdade provisória, o juiz impôs uma série de medidas cautelares alternativas (previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal) que ela deve cumprir rigorosamente. O alvará de soltura foi expedido sob a condição de acompanhamento periódico por equipes multidisciplinares e atualização constante de endereço perante a Justiça.

Aline foi presa em um hotel no Centro de Belo Horizonte, na segunda-feira, após forjar o próprio sequestro e pedir resgate no valor de R$ 14 mil à própria família. Ela alegou ter dívidas com agiotas, o que teria motivado o crime.

Apesar de inicialmente registrada como extorsão, a conduta da mulher foi reclassificada como estelionato, baseando-se em relatos de que a acusada teria forjado mensagens de ameaça enquanto frequentava um restaurante local.

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Medidas cautelares impostas

Para garantir o processo, Aline deverá seguir algumas medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar no período noturno.

  • Comparecimento periódico perante a equipe multidisciplinar da Central de Acompanhamento de Alternativas Penais
  • Atualização de endereço e comparecimento a atos processuais
  • Obrigação de comparecer a todos os atos do inquérito policial e da futura ação penal
  • Deve se apresentar mensalmente em juízo, pelo prazo de 6 (seis) meses, para informar e justificar suas atividades
  • Nos dias úteis: Recolhimento domiciliar noturno obrigatório das 20h às 6h do dia seguinte
  • Aos sábados, domingos e feriados: Recolhimento domiciliar em período integral
  • Monitoração eletrônica (Tornozeleira eletrônica): Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica pelo prazo de 90 (noventa) dias para garantir que ela cumpra o recolhimento domiciliar
  • Informar à Unidade Gestora de Monitoração Eletrônica (UGME) seu endereço e telefone de contato
  • Recarregar a bateria da tornozeleira diariamente de forma adequada
  • Receber visitas do servidor responsável pela monitoração, responder aos contatos e comparecer à UGME sempre que for convocada
  • Não danificar ou realizar qualquer comportamento que afete o funcionamento do aparelho, devendo comunicar falhas imediatamente

Se Aline descumprir injustificadamente qualquer uma das medidas cautelares impostas, o benefício da liberdade provisória será revogado e será decretada a sua prisão preventiva.


Relembre o caso

Após forjar o próprio sequestro e pedir resgate no valor de R$ 14 mil, Aline  foi presa em um hotel no Centro da capital mineira, nessa segunda-feira (24/8). Equipes da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) realizaram a prisão. Ela alegou ter dívidas com agiotas, o que teria motivado o crime.

Em vídeos publicados nas redes socias, que mostram o momento da prisão, os policiais perguntam se ela estava sequestrada, e ela responde que não. Ao perguntarem quem estava mandando mensagem para a família, ela responde: “Eu”. Eles também perguntam onde ela estava. Ela responde: “aqui”.

No momento da prisão ela estava sozinha e confessou aos policiais que ela mesma havia enviado as mensagens para a família relatando o sequestro e passando o valor do resgate.

Equipes da 3ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Delegacia Regional de Conselheiro Lafaiete, também, participaram da ação.

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Mensagens enviadas aos familiares
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Investigação

De acordo com os investigadores foram detectadas várias contas bancárias para que o valor do resgate fosse depositado. Os investigadores, com base em vários dados e imagens de câmeras de segurança, descobriram a mulher tinha dois chips e utilizou um deles para solicitar o resgate e enviar as mensagens para familiares.

Por meio de imagens de câmeras de segurança, os investigadores flagraram a mulher fazendo compras em uma loja.

O aparelho utilizado pela mulher para enviar as mensagens foi apreendido. E ela foi presa em flagrante e ficou à disposição da Justiça.