Acidente forjado: PCMG apura se mulher foi morta em briga com marido

Caso de mulher que teria morrido em acidente em MG no último domingo (14/12) teve reviravolta e está sendo investigado como feminicídio

atualizado

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1 de 1 imagem colorida henay morta feminicidio mg - Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) vai investigar se Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, morreu durante uma briga com o marido Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, um dia antes do acidente forjado, que ocorreu no domingo (14/12).

No dia anterior ao acidente, Henay e Alison saíram para uma festa, consumiram bebidas alcoólicas e iniciaram uma discussão quando chegaram no apartamento em que residem.

O bate-boca evoluiu para agressões e Alison alegou que acertou o nariz dela com um soco para “se defender”, o que provocou sangramento, que se espalhou pela sala e pelo sofá.

A corporação passou a considerar mensagens, fotografias e registros de atendimentos médicos que indicaram que Alison tinha um possível histórico de violência doméstica. A polícia aponta que o contexto ajudou a explicar os indícios levantados e a reforçar a suspeita de que a morte de Henay poderia não ter sido um evento isolado.

“Ainda sobre a primeira briga, lá em Belo Horizonte, as imagens do prédio devem ser analisadas. A Polícia Civil teve acesso aos arquivos mas ainda não analisou as imagens. As imagens serão comprovadas para verificar se a vítima saiu andando com vida ou inconsciente de alguma forma”, afirmou o delegado da PCMG, João Marcos do Amaral Ferreira.

O delegado ainda detalhou que Alison usou um tecido para limpar o sangue que havia respingado na sala e próximo ao sofá do apartamento, que posteriormente será periciado. Os celulares da vítima e do investigado foram apreendidos e encaminhados para análise pericial.


O que aconteceu?

  • A PCMG investiga o caso de Henay como feminicídio após seu marido, Alison, confessar que matou a esposa e simulou um acidente de trânsito para encobrir o crime.
  • Segundo Alison, após a discussão no sábado, o casal acordou cedo e foi até Divinópolis. No decorrer do trajeto, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o carro do casal chega à praça de pedágio com o rapaz no banco do passageiro, e, Enay, “totalmente inconsciente”, segundo a PCMG, no banco do motorista.
  • A servidora da praça de pedágio desconfiou da situação e ofereceu uma equipe para prestar socorro à moça. Alison teria aceito o socorro, porém, arrancou o carro logo após solicitar ajuda. A colisão ocorreu cerca de nove minutos após a passagem pela praça de pedágio, quando o veículo em que o casal estava invadiu a contramão e atingiu um ônibus de turismo na MG-050.
  • Alison alegou que a esposa teria acordado após o pedágio, iniciando nova discussão. Segundo Alison, a vítima teria retomado a consciência e dito a ele que o mataria. Em seguida, ela teria jogado o veículo contra o micro-ônibus.
  • No entanto, a versão dele é refutada pela PCMG. Uma testemunha presencial do acidente, que estava dentro do micro-ônibus, desceu e foi tentar prestar o socorro. Ele se aproximou da vítima e, segundo ele, o corpo dela estava gelado.

Médico da corporação aponta asfixia ou traumatismo

A PCMG apura se Henay Rosa Gonçalves Amorim estava morta até duas horas antes de passar na praça de pedágio na Nascentes das Gerais (MG).

“Eu acredito que até umas duas horas antes é possível que ela estaria morta já. Mas essa dinâmica no corpo, depois que já aconteceu, é difícil de precisar. Pequenos horários assim, é difícil de precisar”, disse o médico-legista Rodolfo Ribeiro.

O segundo exame preliminar da perícia sob o corpo de Henay, apontou uma “sufusão hemorrágica”, que é um sangramento fora das artérias, disseminado no pescoço. O médico aponta que a lesão não é compatível com um acidente de trânsito, mas sim asfixia ou traumatismo.

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