Mulher mata marido e alega suspeita de abuso da filha autista em MG
A mulher afirmou à polícia que sofria agressões e suspeitava de que o marido estivesse abusando da filha autista, de 13 anos
atualizado
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Belo Horizonte — Uma mulher de 46 anos confessou ter matado o marido, de 42, com uma facada no pescoço na noite desse domingo (26/4), em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte. À polícia, ela afirmou que agiu após ser agredida e relatou um histórico de violência doméstica, além de suspeitar que o homem pudesse estar abusando da filha autista do casal, de 13 anos.
Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu após uma discussão na casa da família, na Rua Bica. Quando os militares chegaram ao local, encontraram o homem caído no corredor, já sem vida, com um corte na lateral do pescoço.
Aos policiais, a mulher contou que mantinha um relacionamento com o companheiro há cerca de 15 anos e que sofria agressões desde o início da convivência. Ela disse que permaneceu na relação por dependência financeira e por causa da filha, que tem autismo.
A suspeita também afirmou que passou a desconfiar de possíveis abusos do marido contra a adolescente. Segundo o relato, ela já teria encontrado o homem saindo do quarto da filha durante a noite, o que a levou a adotar medidas como trancar a porta do cômodo.
No dia do crime, de acordo com a versão apresentada pela mulher, o casal começou a beber ainda durante a tarde e, após retornar de um bar, iniciou uma nova discussão. Ela relatou ter sido agredida com socos na cabeça e no rosto.
Ainda conforme o depoimento, a mulher conseguiu se desvencilhar, foi até a cozinha, pegou uma faca e atingiu o companheiro. Após o golpe, saiu da casa pedindo ajuda e afirmando que não queria matá-lo, mas apenas cessar as agressões.
A mulher foi socorrida e levada ao hospital de Ibirité, com hematomas pelo corpo. Em seguida, foi encaminhada à delegacia de plantão.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, a perícia esteve no local e realizou a coleta de vestígios que vão subsidiar as investigações. A faca utilizada no crime foi apreendida, e o corpo da vítima encaminhado ao Instituto Médico-Legal para exames.
O caso segue em investigação, e a polícia deve apurar as circunstâncias do crime, incluindo a alegação de legítima defesa e as denúncias de violência e possível abuso envolvendo a família.
