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Minas Gerais

Mulher é presa suspeita de aplicar golpe amoroso de R$ 400 mil em MG

A vítima do golpe é um homem de 74 anos, da cidade de Januária no Norte do estado de Minas Gerais

21/10/2026 15:43
PCMG / Divulgação
Carro PCMG

Belo Horizonte – Uma mulher de 33 anos, investigada por estelionato sentimental, foi presa durante uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), realizada na terça-feira (20/10), na cidade de Januária, região Norte de Minas. A mulher foi presa preventivamente, suspeita de causar um prejuízo de R$ 400 mil a um homem de 74 anos. Ela fingiu ter um relacionamento amoroso com o homem, para conseguir vantagens financeiras.

A Justiça determinou o bloqueio de contas e apreensão de bens no nome da mulher. Segundo a investigação, a mulher conquistou a confiança do homem e passou a obter valores e vantagens econômicas. Ainda de acordo com a PCMG, o homem chegou a vender bens, contrair dívidas em instituições financeiras e operadoras de crédito, para atender os pedidos da investigada.

Investigação apura se há outras vítimas

Para o responsável pelo caso, delegado William Fernandes Araujo, outras pessoas podem ter sido vítimas da mulher. A conclusão foi feita após análise de material apreendido.

“A investigada demonstra um poder de persuasão muito elevado e, segundo os elementos que estamos analisando, teria utilizado esse mecanismo para obter valores expressivos de diversas pessoas”, afirma.

Família precisa ter atenção para proteger idosos de golpes

De acordo com o delegado, mudanças bruscas na situação financeira de idosos precisam ser observadas pelos familiares, para evitar que eles caiam em golpes. Situações como pedidos frequentes de dinheiro, empréstimos, transferências de valores com maior frequência, principalmente quando há novos relacionamentos precisam de atenção.

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O delegado afirma que a denúncia da vítima e de familiares foi importante para o início das investigações. “A denúncia da vítima, com o apoio da família, foi fundamental para o início da apuração”, pontua William.

As apurações do caso continuam. A PCMG ainda vai tentar identificar novas vítimas da mulher, dimensionar o prejuízo e esclarecer como foi a participação da investigada em cada fato. Ela permanece na prisão, à disposição da Justiça.