MP oferece acordo a delegada de MG que emprestou viatura ao marido
A oferta de acordo foi feito no dia 25 de setembro, mas a audiência de homologação do acordo ainda não ocorreu

Belo Horizonte – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMP) ofereceu à delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, Wanessa Santana Martins Vieira, e ao marido dela, o advogado Renan Rachid, um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). A oferta de acordo foi feito no dia 25 de setembro, mas a audiência de homologação do acordo ainda não ocorreu. A delegada é investigada por emprestar viatura oficial da PCMG ao marido.
A audiência para a homologação do acordo foi designada pela 2ª Vara das Garantias da Comarca de Belo Horizonte para ocorrer ainda neste mês de outubro. Esse instrumento jurídico serve para evitar o processo criminal em crimes menos graves.
Quem pode obter o ANPP
- O ANPP é oferecido quando os crimes não envolvem violência ou grave ameaça contra uma pessoa;
- Quando a pena para o crime cometido for inferior a quatro anos;
- É necessária a confissão detalhada do crime e de maneira formal;
- Não pode haver crimes anteriores contra a pessoa e nem reincidência;
- E só pode receber o acordo quem não teve o benefício nos últimos cinco anos;
- Só pode receber o acordo quando o crime não está relacionado a violência doméstica ou contra a mulher.
Relembre o caso
A delegada Wanessa Santana Martins Vieira, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), foi investigada e presa em março de 2026 após ceder uma viatura oficial da corporação para o marido.
O marido da delegada, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, foi abordado pela Corregedoria da Polícia Civil dirigindo sozinho um carro descaracterizado da corporação, na Avenida Antônio Carlos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO casal foi preso em flagrante no dia 10 de março de 2026 sob suspeita de peculato (crime cometido por funcionário público que desvia bem do Estado). No dia seguinte, a Justiça concedeu liberdade provisória aos dois após o pagamento de fiança
A delegada ficou afastada do cargo por vários meses em tratamento de saúde, acumulando sucessivas licenças com salário integral. Em agosto, ela deixou o afastamento médico e passou a cumprir um regime de ajustamento funcional por 120 dias, com novas regras para suas atividades na polícia.



