MG: policial é acusado de cobrar R$ 20 mil para deixar preso trabalhar

Segundo denúncia, o policial era diretor do presídio à época e teria cobrado dinheiro para beneficiar preso durante trabalho em marcenaria

atualizado

metropoles.com

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Imagem colorida de uma cela com paredes beges e grades cinza. A mão de uma pessoa segura uma das barras da grade no canto direito da imagem. Hospitais de custódia detentos - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de uma cela com paredes beges e grades cinza. A mão de uma pessoa segura uma das barras da grade no canto direito da imagem. Hospitais de custódia detentos - Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Belo Horioznte — Um policial penal e diretor de presídio é acusado de cobrar R$ 20 mil de um detento para mantê-lo trabalhando na marcenaria da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipatinga, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais.

Segundo a denúncia do Minsitério Público de Minas Gerais (MPMG), o servidor ocupava o cargo de diretor de Segurança da unidade prisional quando teria exigido o pagamento do interno. O caso teria ocorrido em 2025.

De acordo com o órgão, a permanência do preso na marcenaria era considerada vantajosa porque a atividade permite redução da pena e pode contribuir para a progressão de regime.

As investigações apontam que a mãe do detento, que tinha 68 anos na época, fez transferências bancárias para a conta do policial penal após contatos realizados pelo próprio denunciado.

O Ministério Público afirma ainda que o servidor teria permitido que o preso utilizasse um telefone celular dentro do presídio para negociar os pagamentos.

O policial penal foi denunciado pelos crimes de concussão — quando um agente público exige vantagem indevida em razão do cargo — e prevaricação imprópria, relacionada ao dever de impedir a entrada e posse de aparelhos eletrônicos em unidades prisionais.

Além da condenação criminal, o MPMG pediu o afastamento cautelar do servidor das funções públicas, a perda do cargo, o ressarcimento do valor pago pela família do preso e indenização por danos morais coletivos.

Para o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, a responsabilização de agentes públicos envolvidos em práticas ilegais é essencial para preservar a confiança da sociedade nas instituições públicas.

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