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Minas Gerais

MG: Justiça converte em preventiva prisão do homem que decapitou a mãe

Na fundamentação, o juiz levou em conta a ordem pública e a gravidade concreta do crime de feminicídio com decapitação. 

24/06/2026 13:52
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Reprodução/Redes sociais
MG: Justiça converte em preventiva prisão do homem que decapitou a mãe

Belo Horizonte – O juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Secretaria de Audiências de Custódia da capital mineira, converteu a prisão em flagrante de Ritchie Glaycon Rodrigues Viana, de 27 anos, em prisão preventiva pelo crime de feminicídio contra a mãe dele, Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos. O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (22/6), no bairro Cachoeirinha, região Noroeste de BH.

Na fundamentação, o juiz levou em conta a ordem pública e a gravidade concreta do crime de feminicídio com decapitação. De acordo com o documento de sentença houve brutalidade no ataque que incluiu estrangulamento e decapitação, motivado por um suposto sentimento de vingança e vozes alucinatórias.

O homem confessou o crime e afirmou possuir diagnóstico prévio de esquizofrenia. Por esse motivo, o magistrado solicitou exames de sanidade mental e acompanhamento médico especializado para Ritchie Viana.

O juiz também determinou que o suspeito receba tratamento psiquiátrico na unidade prisional enquanto aguarda o desenrolar do processo legal. O magistrado também determinou que ele receba acompanhamento especializado e que fique em ala separada, caso seja necessário, pois ele assumiu que é homossexual.

Interrogatório do suspeito

O investigado disse que mantinha uma relação difícil com a mãe, mas afirmou que, desde o momento que ela chegou em casa na noite de sábado (20/6) até o momento do crime não houve agressão física entre eles. Disse que o conflito foi interno. “O conflito ocorreu internamente consigo mesmo”, cita trecho do documento.

Ele assumiu que não fazia uso regular de medicação, mesmo tendo sido orientado a fazer tratamento psiquiátrico. O diagnóstico foi dado em Portugal, onde o suspeito morava antes de retornar ao Brasil. “Afirmou que possuía diagnóstico de esquizofrenia realizado em Portugal, onde já havia apresentado surtos psicóticos, embora nunca tivesse agredido ninguém. Segundo declarou, os documentos relativos ao diagnóstico permanecem guardados em seu guarda-roupa”, trecho da sentença.

Despedida de Jussara

Na tarde dessa terça-feira (23/6), amigos e familiares se despediram de Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos. O velório ocorreu às 12h, na Associação de Moradores do Bairro Jardim Alvorada e o enterro por volta das 15h no Cemitério da Paz, no bairro Caiçara, na capital mineira.