MG: Homem é preso por matar sobrinha e praticar zoofilia com cadela

O homem foi criado como irmão, mas era tio da vítima e mantinham relacionamento; há indícios de que ele praticava zoofilia com sua cadela

atualizado

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PCMG Divulgação
Coletiva de imprensa em Bocaiuva MG
1 de 1 Coletiva de imprensa em Bocaiuva MG - Foto: PCMG Divulgação

Belo Horizonte – Um homem, de 48 anos, foi preso em flagrante, suspeito de matar a própria sobrinha, de 36, na cidade de Bocaiuva, no Norte do estado. O crime ocorreu na madrugada do último dia 20 de março e teria sido motivado por ciúmes e sentimento de posse.

O corpo foi encontrado no quarto da casa pelo irmão da vítima, na manhã do dia seguinte. Vizinhos relataram à polícia que ouviram barulhos durante a madrugada, mas acreditaram se tratar de uma situação comum.

De acordo com as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o suspeito utilizou uma barra de ferro para agredir a vítima dentro da residência onde ela morava. A mulher foi atingida por dois golpes na cabeça, sofrendo traumatismo craniano e morrendo ainda no local.

Confissão

Em depoimento, o homem confessou o crime, mas alegou ter agido em legítima defesa. Segundo ele, a sobrinha teria avançado com uma faca para atacá-lo, e ele utilizou uma barra de ferro que estava escorando a porta  para se proteger.

A perícia identificou indícios que contradizem essa versão. Foram encontradas marcas de unhas nas costas do suspeito, compatíveis com tentativa de defesa da vítima. Além disso, um chumaço de cabelo com couro cabeludo foi localizado no local, mostrando a violência da agressão.

Vínculo familiar

Apesar do vínculo, familiares e vizinhos confirmaram que os dois mantinham um relacionamento sexual. O suspeito teria sido criado como irmão da vítima, mas na verdade era tio dela.

As investigações apontaram ainda que o homem apresentava comportamento possessivo e já havia ameaçado a mulher de morte anteriormente. Há relatos de agressões passadas, incluindo um episódio em que ele teria atingido a vítima com um tijolo na cabeça.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Theles Bustorff, as provas reunidas afastam a hipótese de legítima defesa.

“Ficou evidenciado que o feminicídio foi motivado por ciúmes e sentimento de posse. A investigação reuniu elementos que afastam a tese apresentada pelo investigado”, afirmou.

Maus-tratos a animal

Durante as diligências, a polícia também identificou indícios de que o suspeito praticava zoofilia com uma cadela que estava sob sua posse. O animal foi submetido a avaliação veterinária, que constatou sangramento na região genital, compatível com abuso.

 Antecedentes

O investigado possui antecedentes criminais, incluindo uma condenação por feminicídio em 2011, com pena já cumprida,  além de registros por estupro de vulnerável e tráfico de drogas na região de Sete Lagoas (MG).

Ele permanece preso e à disposição da Justiça, devendo responder pelos crimes de feminicídio e maus-tratos a animal.

 

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