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Minas Gerais

MG: auxiliar chamado de "gordinho" por chefe aciona Justiça e é indenizado

Empresa foi condenada a pagar R$ 2,5 mil por assédio moral; humilhações contra o auxiliar ocorriam até durante reuniões

24/09/2026 11:52
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Imagem de escultura representando a Justiça -- Metrópoles

Belo Horizonte — Um auxiliar de produção de uma indústria química de Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, será indenizado em R$ 2,5 mil após ser chamado de “gordinho” pelo próprio chefe e sofrer comentários ofensivos relacionados ao peso no ambiente de trabalho.

A condenação por assédio moral foi mantida pela Sexta Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG). Segundo a Justiça, as humilhações ocorriam de forma recorrente, inclusive durante reuniões e na presença de outros funcionários.

A empresa negou as acusações. Duas testemunhas ouvidas no processo, no entanto, confirmaram que o auxiliar era chamado de “gordinho” e alvo de comentários relacionados ao peso. Uma delas relatou que as ridicularizações ocorreram em diversas ocasiões, enquanto a outra afirmou que as ofensas partiam do superior hierárquico.

Para a juíza Rafaela Campos Alves, titular da 2ª Vara do Trabalho de Sete Lagoas, os depoimentos comprovaram que o trabalhador era submetido repetidamente a situações humilhantes durante a rotina profissional.

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A magistrada também ressaltou que o fato de o funcionário não ter apresentado reclamações formais enquanto trabalhava na empresa não afasta a ocorrência do assédio. Segundo ela, vítimas podem deixar de denunciar esse tipo de comportamento por medo de retaliações no trabalho.

Ao estabelecer a indenização em R$ 2,5 mil, a juíza levou em consideração fatores como o grau de culpa da empresa, os transtornos sofridos pelo funcionário, a capacidade econômica das partes e o caráter pedagógico da condenação.

A Sexta Turma do TRT-MG manteve a sentença por unanimidade. O tribunal também negou seguimento aos recursos de revista apresentados pelas partes.