MG: atacado com xixi, grupo de congado denuncia intolerância religiosa. Vídeo

Cinco dançarinos foram atingidos. A princípio, eles imaginavam que pudesse ser água, mas devido ao mau cheiro identificaram como xixi

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Belo Horizonte – O grupo de congado Terno Moçambique Conta de Lágrimas foi atacado com xixi na tarde deste domingo (5/4), enquanto  realizava um festejo e passava pela rua Cassimiro de Abreu, 272 – bairro Saraiva em Uberlândia-MG. Cinco dançarinos foram atingidos. A princípio, eles imaginavam que pudesse ser água, mas devido ao mau cheiro identificaram o líquido como urina.

Segundo a bandeireira Laura Aparecida Silva Pereira, de 22 anos, uma das atingidas pelo líquido que foi identificado como xixi, havia uma menina na janela, de aproximadamente 5 a 7 anos. De repente, uma pessoa, colocou o braço para fora da janela e atirou o líquido nas pessoas do grupo de Congado. As pessoas do cortejo resolveram então parar em frente ao condomínio e com isso, a pessoa fechou a janela do apartamento.

De acordo com Laura, alguns moradores do prédio ficaram indignados com o ocorrido e aplaudiram o grupo. O síndico do edifício Rossi, alega não ter localizado a moradora responsável, mas garantiu que continuaria procurando.

O ato considerado intolerância religiosa pelo Conta de Lágrimas causou indignação entre os componentes do grupo, que pretende acionar juridicamente a pessoa que praticou o ato.

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Prédio de onde teriam jogado xixi no grupo de Congado
Nota de repúdio grupo de congado de Uberlândia MG
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Nota de repúdio grupo de congado de Uberlândia MG

Reprodução redes sociais
Prédio de onde teriam jogado xixi no grupo de Congado
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Prédio de onde teriam jogado xixi no grupo de Congado

Reprodução redes sociais

Manifestação de apoio

A deputada federal Dandara (PT-MG) se manifestou por meio das redes sociais, chamando o ato de violência do racismo.

“O que deveria ser celebração de fé e ancestralidade foi atravessado pela violência do racismo. Atacar congadeiros e congadeiras, com ovos, ameaças e, agora, com um ato tão degradante no último domingo (05/04/2026), é ferir a história viva do povo negro e tentar silenciar sua cultura. Não é caso isolado. É o racismo estrutural se manifestando mais uma vez.
Não aceitaremos. Racismo é crime.”, escreveu a deputada.

A deputado também colocou o jurídico do mandato à disposição da comunidade congadeira. “Exigimos investigação e responsabilização imediata. O jurídico do mandato está à disposição da comunidade congadeira. A Congada é resistência. E nós não vamos nos calar”. 

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